Os brasileiros e a tecnologia: Mais internet, menos rádio e mais Tvs
Matéria publicada em 09/06/2015, às 16:48:03

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Números da PNAD apontam para o fim do telefone fixo e aumento do uso de celulares e Tvs

O IBGE divulgou os dados sobre tecnologia da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mais recente. Ela é feita regularmente desde 2005, e acompanha quantos lares brasileiros possuem TV, rádio, computador, internet e celular.

A pesquisa nos dá uma ideia mais detalhada do ritmo em que os brasileiros adotam – ou abandonam – certas tecnologias.
Os dados se referem a 2013, porque o IBGE leva algum tempo para processar todos os dados. Foram 362.555 pessoas entrevistadas em quase 150 mil domicílios de 1.100 municípios.


Acesso à internet
Mais brasileiros estão acessando a internet, mas o número ainda não é tão alto. O número de pessoas que entraram na internet em qualquer lugar, nos três meses anteriores à pesquisa, era de 49%. Isso vem aumentando ao longo dos anos, mas significa que metade da população ainda não acessava a internet – nem mesmo pelo celular. Mesmo assim, tivemos avanços: 42% dos domicílios tinham acesso à internet pelo computador, o triplo do que víamos há uma década.
Menos rádio, (ainda) mais TV
A porcentagem de domicílios com rádio vem caindo: há dez anos, eram quase 90% das casas; em 2013, esse número caiu para 76%. O uso do rádio ainda está longe de acabar, segundo outra pesquisa feita em novembro de 2014: o número de pessoas que utilizam o rádio sete dias por semana aumentou: de 21% em março para 30%. O percentual que respondeu que não ouve rádio em nenhum dos dias da semana passou de 39% para 44%. Apesar disso, nos dias de hoje, dos dispositivos móveis, o velho radinho de pilha ou ligado na tomada ainda é o modo preferido pelos brasileiros de ouvir notícias: 80% usam aparelhos de rádio tradicional e só 8% ouvem rádio quando estão no carro. Esse é o mesmo percentual de quem escuta rádio pelo celular.
Enquanto isso, os números revelam que a TV vem dominando cada vez mais os lares brasileiros, saltando de 91% para 97% nos últimos dez anos.
A PNAD 2013 foi a primeira a questionar os entrevistados sobre TV digital. E como era de se esperar, o sinal digital ainda chega a poucos lugares: 31% dos domicílios, a maioria em áreas urbanas. (Nas áreas rurais, esse número despenca para 9%.) O governo planeja desligar totalmente o sinal da TV analógica até 2018 para liberar frequências para o 4G.


TV por assinatura é minoria
A TV por assinatura ainda é minoria no Brasil e está presente em apenas 29,5% dos domicílios segundo dados do ano de 2013. Já nos EUA, esse número sobe para a casa dos 84%, mas vem caindo aos poucos devido a serviços como Netflix e Hulu. A antena parabólica continua sendo o principal meio para receber sinal de TV: ela está presente em 38% dos domicílios em geral (e em 78% nas áreas rurais).


A lenta morte do telefone fixo
Enquanto o celular vem se tornando mais onipresente entre brasileiros, o telefone fixo perde espaço nas residências. A proporção de domicílios com linha fixa caiu de 48% para 39%; enquanto o celular saltou de 59% para 90%. É por isso que o esforço da Anatel em reduzir a tarifa de interconexão – que encarece ligações de celular entre operadoras diferentes – é importante. A agência também vem reduzindo as tarifas de ligações fixo-celular, que este ano ficaram até 22% mais baratas.

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