Internet: Streamings avançam no Brasil
Matéria publicada em 09/06/2015, às 16:13:50

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A venda de música por streaming no Brasil subiu 53,6% de 2013 para 2014, e o modelo já se consolidou como o que tem maior potencial de ascensão, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos. O crescimento das vendas digitais, que incluem também os downloads e o uso de música na telefonia móvel (como o ringback tone, a música que se ouve quando a chamada está sendo completada) foi de 30 por cento. Já o mercado físico segue em declínio: as vendas de CDs, DVDs e Blu-Rays caíram 15,44% em 2014 - índice superior ao mundial, que ficou em 8,1%, conforme o relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

Ano passado, os cinco artistas brasileiros com mais CDs vendidos foram: padre Marcelo Rossi, padre Alessandro Campos, Malta, Paula Fernandes e Roberto Carlos. Hoje, a renda advinda do digital já representa 48% do mercado brasileiro, o que regula com a média mundial. A IFPI credita a popularização do streaming - quando não se baixa a música, havendo apenas transmissão momentânea de dados - aos jovens consumidores, que não têm o costume de serem proprietários das músicas que ouvem.


Smartphones
A popularização dos smartphones é outro impulso. “Já são 60 milhões no Brasil, um aumento de 35% em 2014. O ecossistema hoje é ideal para o streaming”, afirma Paulo Rosa, presidente da ABPD. Ele cita não só o fato de as principais operadoras estarem prosperando no Brasil, caso do Spotify, Deezer, Rdio, Napster e Goople Play, mas também a expectativa quanto à chegada dos serviços do YouTube e da Apple. “As vendas digitais devem tomar 70% do mercado já nos próximos dois anos. A possibilidade de a pessoa pagar R$ 15 para subscrever um serviço e ter acesso a tudo que gosta tornou a pirataria algo totalmente ultrapassado e desnecessário”, dizem profissionais da área.


Pirataria
Marcelo Soares, presidente da Som Livre, gravadora campeã de vendas de DVDs, com o infantil Galinha Pintadinha 4, e segundo lugar nos CDs, com o padre Alessandro Campos - e que viu já no ano passado o meio digital superar o físico -, crê que o pior momento para a indústria da música já tenha passado. “O mercado físico cai desde 1999 e o digital ficou muito tempo sendo conduzido só pela pirataria. Agora, só falta a banda larga permitir o streaming com qualidade no carro e no celular da classe média. Aí o CD vira objeto de colecionador, como o vinil.”

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