Linguagem: A importância da avaliação fonoaudiológica para um bom planejamento terapêutico
Matéria publicada em 09/06/2015, às 15:47:12

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A linguagem é considerada a primeira forma de socialização da criança, visto que intermedia as interações com a família, informa sobre atividades diárias, conta histórias, expressa valores e regras. É um conjunto desenvolvido para possibilitar a realização da comunicação do indivíduo e desempenhar um papel fundamental na organização e expressão do pensamento. Pode ser dividida em alguns níveis: fonética, fonologia, léxico, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática.

A fonética diz respeito aos sons da fala humana, enquanto a fonologia é o sistema de fonemas da língua. O nível léxico consiste nas palavras existentes em determinada língua. A morfologia consiste na forma em como a língua é apresentada, envolvendo o estudo das palavras, bem como a sua classe e gênero. A sintaxe compreende a organização estrutural das palavras na frase. A semântica é a estrutura do significado das palavras e orações. E, por fim, a pragmática, que consiste no uso da linguagem na interação. É importante considerar que o período de aquisição e desenvolvimento da linguagem, traz uma série de transformações no comportamento da criança, levando em consideração o surgimento de condutas simbólicas, que ocasionarão uma série de modificações em sua vida e na forma dela compreender e interagir com o mundo que a cerca.

No autismo, a compreensão e a pragmática estão, geralmente, afetadas. A linguagem verbal de crianças com autismo pode apresentar algumas alterações, como o uso do pronome pessoal na terceira pessoa, ecolalia (imediata e/ou tardia), discurso incoerente, alteração de prosódia, não resposta a questionamentos, entre outros, o que consequentemente levará a um distúrbio de comunicação, assim como a comunicação não verbal, caracterizando-se por comportamentos estereotipados e perseverantes, interesses restritos, alterações das capacidades sociais, uso de gestos quando se deseja algo, etc.
Portanto, nos casos de Espectro Autista é importante ter a preocupação em avaliar minunciosamente os aspectos linguísticos, para que a intervenção em linguagem possa alcançar áreas deficitárias e, principalmente, favorecer o desenvolvimento do que a criança já adquiriu. As alterações de linguagem influenciam no prognóstico destes quadros, podendo variar de acordo com a severidade dos mesmos.

Autores referem que a avaliação deve ser feita com o uso de protocolos específicos em situações com amostras naturais e em situações formais. Estes instrumentos de avaliação devem atender todas as faixas etárias, para assim determinar e discriminar as habilidades receptivas e expressivas que estão alteradas, além de servir como parâmetro de evolução durante o processo terapêutico, norteando seu progresso.
O fonoaudiólogo deve estar atento às manifestações presentes na avaliação, visto que as mesmas auxiliarão na discussão do caso em equipe, ajudando na diferenciação dos quadros de utismo que podem também acometer aspectos comportamentais e interacionais como consequência do distúrbio de comunicação.

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