Cidade Sustentável: TETO VERDE: solução para a redução da temperatuta dos edifícios e também das cidades - Parte I
Matéria publicada em 09/06/2015, às 14:56:08

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O teto verde é uma das principais tecnologias confiáveis empregadas na arquitetura sustentável em todo o mundo por proporcionar qualidade ambiental e eficiência energética simultaneamente. Tais resultados podem advir da utilização do teto verde em edifícios ecoeficientes e de menor impacto ambiental. Diante da atual crise ambiental e energética - que na realidade é cíclica - o teto verde promove a economia de recursos.

Denominado ainda de telhado verde, além de absorver água e carbono, o teto verde reduz a temperatura interna das edificações de 3 a 5°C e, caso nelas exista ventilação cruzada controlada ou fixa, a redução pode chegar a 8°C. Também pode minimizar as ilhas de calor como a poluição atmosférica, criar corredores verdes, reduzir o consumo de energia elétrica, atuar como isolante térmico e promover o desenvolvimento sustentável.
As principais cidades goianas como Anápolis, deveriam utilizar esse tipo de tecnologia que possibilita maior qualidade ambiental urbana.

A tecnologia é bastante difundida nas regiões de clima frio para aquecer os ambientes internos de países como os Estados Unidos e diversos outros na Europa, onde vem passando por estágios de experimentação com novas possibilidades de formas e designs.
Além de melhorar a absorção da água da chuva e promover um melhor isolamento acústico, o teto verde contribui para a diminuição da concentração de poluentes na atmosfera. Estudo da Universidade de Columbia (EUA) demonstrou que ao utilizar o teto verde na cobertura de edifícios com uma camada de terra e plantas, é possível diminuir em até 84% sua absorção de calor e, assim, obter conforto térmico.


Como funciona
Formados em cima de uma membrana impermeável, em contato com a estrutura do teto, uma camada de drenagem, terra e uma cobertura vegetal, os telhados verdes têm temperaturas muito próximas às do ambiente. Isso ocorre porque as plantas evaporam grandes quantidades de água, resfriando os edifícios e atuando como verdadeiro antídoto contra a formação de ilhas de calor urbanas, o aquecimento excessivo gerado pelas construções e asfalto das cidades.
Já os tetos convencionais podem atingir temperaturas próximas a 80 °C às 13 horas, horário de maior intensidade do calor em Anápolis, por exemplo.


Europa
Na Europa, essa tecnologia tem sido utilizada de forma contemporânea há quase 30 anos. Em algumas cidades, como Stuttgart, na Alemanha, e Copenhagen, na Dinamarca, a utilização de cobertura vegetal é obrigatória para a maioria das novas construções. E já tem gente experimentando com novas formas e designs. Na Noruega foi construído um hotel com telhado verde ondulado em que os hóspedes podem subir para tomar ar e se exercitar.
No Brasil, o estado de Santa Catarina criou o Programa Estadual de Incentivo à Adoção de Telhados Verdes com incentivos fiscais de IPTU para quem utiliza 40% ou mais da área total da cobertura para o projeto verde. O exemplo poderia ser seguido pelas principais cidades de Goiás.
O teto verde é uma excelente solução para a eficiência energética e também para a qualidade ambiental interna. Caso haja sua adoação em Anápolis, por exemplo, haverá uma melhora considerável na qualidade ambiental em toda a cidade. Somos otimistas quanto a essa factível possibilidade de avanço tecnológico na construção civil visando a qualidade ambiental dos edifícios e de cidades como Anápolis.

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