Pra que pagar pra ver?: Odilon Alves
Matéria publicada em 04/05/2015, às 14:45:19

Ver mais de Edição Janeiro/Fevereiro 2015 Nº 130 - Brasil, o país dos raios em 2015

Ver outras Edições

Odilon Alves

Está chegando a hora do adeus aos combustíveis fósseis. A exploração do petróleo em todo o mundo sofre reveses de todas as nuances, desde a queda vertiginosa no preço do barril de óleo à crescente consciência crítica alimentada pelos sinais incontestes de que a temperatura no planeta está subindo a cada ano.  Para os convenientes defensores do combustível sujo não existe aquecimento global. Mas a comprovação está em todo lugar, no mar, na terra, no ar, no clima, em nossos pulmões. Para piorar, os combustíveis fósseis vêm de fontes não renováveis e estão prestes a se exaurir devido ao velocíssimo aumento do consumo de energia em todo o mundo.

O ano de 2014, o mais quente da história da humanidade, perderá para 2015, que segundo cientistas, não ficará atrás. As consequências do aumento da temperatura são gravíssimas para a vida na Terra e vão desde o degelo das calotas polares, à multiplicação de tufões, furacões, inundações, tsunamis e contaminação e escassez de água.
O desequilíbrio ambiental intensifica-se com o crescente aumento do número de veículos movidos a combustível fóssil no mundo - hoje mais de 1,2 bilhão - e piora ainda mais com o desmatamento que destroi florestas inteiras como a Mata Atlântica, onde restam menos que cinco por cento da mata original. A Amazônia, onde o desmatamento deveria ser “zero” há anos, a derrubada de árvores multiplica-se a cada ano.

Pagar pra ver é um preço muito alto diante da urgência com que o planeta precisa ser salvo para continuarmos sobrevivendo com qualidade.
Pagar pra ver pra que se no Velho Mundo, onde as grandes florestas foram devastadas há centenas de anos, a lição teve de ser aprendida a um preço caríssimo e hoje temos o privilégio de aprender - sem sofrer - a importância da recuperação e da preservação da natureza?

Num momento em que a maioria dos países desenvolvidos investem pesado em energias alternativas e limpas, o Brasil poderia assumir uma posição de destaque em nível mundial dando adeus ao chamado Pré-sal e apostando todas as suas fichas na exploração de fontes de energia alternativas como a solar, a eólica, a das marés, etc. A inauguração de parques eólicos como vem ocorrendo nos últimos meses, mesmo que tímida, talvez seja o reflexo de uma nova consciência, mesmo que a duras penas, mas ainda não tão tardia. Cabe à sociedade brasileira cobrar com vigor dos dirigentes a opção pelo caminho que devemos trilhar. Cabe à sociedade civil dita organizada se mobilizar, somar forças e exigir que os governantes cuidem do planeta como se estivessem cuidando de suas próprias casas. Afinal, a Terra é a nossa única casa no universo e nossos filhos e netos merecem - e ficarão gratos por isso - se lhes entregarmos uma casa, no mínimo, nas mesmas condições como a recebemos de nossos pais.

Ver mais de Edição Janeiro/Fevereiro 2015 Nº 130 - Brasil, o país dos raios em 2015

Ver outras Edições

Copyright © 2015 - Todos os direitos reservados.

A Revista Planeta Água é uma publicação mensal da Versátil Consultoria em Direito e Comunicação Social

Rua Benjamin Constant, 2018 - Centro / Anápolis-GO

Telefones: (62) 3311-3489 / 3706-8000