Arquitetura sustentável: Responsabilidade ambiental ou interesse mercadológico - Parte I
Matéria publicada em 29/04/2015, às 18:02:45

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As edificações sustentáveis ganham cada vez mais espaço em nosso País, talvez menos aqui em Goiás ou mesmo em Anápolis mas elas podem criar inúmeras oportunidades, mesmo com a escassez de mão de obra especializada e de leis mais transparentes e apesar disto, nota-se uma evolução e deve ganhar cada vez mais espaço e gerar muitas oportunidades.

Consequentemente, esta arquitetura produzida deve priorizar o respeito ao lugar de intervenção: sua topografia, a cultura local, sua paisagem, as condições climáticas de cada lugar e as reais necessidades de seus usuários, para que se obtenha o desempenho energético satisfatório nos ambientes construídos e para um melhor desempenho energético e econômico da edificação, se faz necessária a integração de estratégias adequadas aos condicionantes expostos, conforme palavras do arquiteto Edson Mahfuz.

Assim, a arquitetura sustentável exige do profissional arquiteto um maior conhecimento das relações bioclimáticas e de eficiência energética para sua plena realização em um edifício e assim apresenta-se, hoje, em um nível de exigências sem precedentes, onde as demandas por edifícios mais confortáveis, seguros e, ao mesmo tempo, com consumo reduzido de energia e de água, associados também a um menor impacto sobre o ambiente construído existente.
O arquiteto Siegbert Zanettini afirma que a “arquitetura contemporânea apoia-se em fundamentos que incluem questões sobre ecoeficiência, sustentabilidade, utilização das condições climáticas naturais, incorporação de novas formas de energia”. Dentre outros aspectos relevantes e fundamentais diante das condições atuais de cidades em desenvolvimento como Anápolis e Goiânia ou mesmo em qualquer outra do planeta, sejam na diminuição da exploração dos recursos naturais, da poluição e resíduos sólidos, como na utilização da eficiência energética e da qualidade ambiental.
Segundo o arquiteto Fabiano Sobreira, a arquitetura sustentável e a arquitetura verde tem o mesmo significado de uma arquitetura ecológica e o resultado final é um edifício ecoeficiente e com o mínimo impacto ambiental. De fato, o discurso em torno de práticas ambientais, verdes, ecológicas ou sustentáveis definitivamente já entrou no universo da arquitetura.

Pode-se atribuir essa “onda verde” a uma preocupação coletiva crescente com o meio ambiente, motivada e estimulada por uma crise ambiental e energética que parece nova, mas que é cíclica, e também por preocupações mais objetivas, como a economia de recursos. Por outro lado, existe o interesse político e mercadológico nos ecoprodutos, e a arquitetura tem sido inserida como mais uma linha de produtos na prateleira.
No meio desse turbilhão de imagens, conceitos, produtos e propagandas, surge uma inquietação: como os projetos de arquitetura têm sido prescritos, apresentados e avaliados, no contexto dessa “onda verde”? Trata-se de uma questão complexa, que pode nos conduzir por caminhos disciplinares e interpretativos os mais diversos.
 
BIBLIOGRAFIA:
AMORIM, C. N. D. Sustentabilidade, qualidade ambiental e iluminação natural no espaço construído: conceitos básicos. Revista Paranoá. Brasília: PPG/FAU, Universidade de Brasília, 2007. ZANETTINI, Siegbert. A Obra em aço de Zanettini. São Paulo: J. J. Carol. São Paulo, 2007.

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