As fábricas brasileiras de automóveis que nunca saíram do papel: Eles tiveram o sonho (ou delírio megalomaníaco, em certos ) de criar carros genuinamente nacionais. Conheça alguns projetos exóticos que não foram adiante.
Matéria publicada em 29/04/2015, às 14:00:49

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Joagar
Diaseta
Emme
Fabral
Obvio!
DoniRosset

Joagar
Nos primórdios da indústria nacional, pequenos empresários se lançaram num sonho de produzir carros brasileiros. Foi o caso de Joaquim Garcia, músico e torneiro mecânico da cidade paulista de Jaboticabal. Ele passou os anos 50 fazendo, artesanalmente, cupês e caminhonetes com a marca Joagar. Apenas sete carros foram produzidos (o último em 1960).


Diaseta
Em 1981, o empresário paulista Humberto Pereira Dias tentou relançar a Romi-Isetta, microcarro fabricado no Brasil entre 1956 e 1960. Ele pegou um modelo original e fez uma “atualização” no estilo - nascia o protótipo da Diaseta. A fábrica em Montes Claros (MG) nunca saiu do papel, mas a única Diaseta construída continua funcionando.


Emme
Ninguém sabe quem era o dono da empresa - oficialmente, um “grupo de Lichtenstein bancado por investidores suíços”. Fato é que, em 1997, foi anunciado que um “Lotus brasileiro” seria fabricado pela Megastar Veículos em Pindamonhangaba (SP). O estilo plagiava o carro-conceito Volvo ECC. A empresa fez artesanalmente uns 15 sedãs e fechou.


Fabral
O grupo portugês Tricos (representante da SsangYong e da Chana) anunciou que construiria em Tocantins a Fábrica Brasileira de Automóveis (Fabral). Montaria os jipes PS10 Anibal, da marca espanhola Santana. Rebatizados de Jalapão, tinham a carroceria dos antigos Land Rover 108. O início da produção seria em 2003, mas a fábrica nunca saiu do papel.


Obvio!
A Obvio! afirmava que fabricaria 50 mil automóveis por ano em Xerém, gerando 4 mil empregos. Criação de Ricardo Machado, a empresa contava com suporte da californiana ZAP, que teria feito a compra antecipada de 150 mil carros e aplicado US$ 25 milhões no negócio. O projeto mudava ao passar do tempo e “produção” não passou de um protótipo, em 2005.


DoniRosset
Motorista em posição central, motor V10 de Dodge Viper e dois turbos - eram 1.007cv! No início, William Rosset só queria fazer um supercarro para presentear o pai. Em 2012, porém, anunciou planos de vender 50 exemplares por R$ 2 milhões cada. Era o DoniRosset (ou Amoritz GT). Não passou de um mock-up, modelo em escala real mas sem mecânica.


Pompéo
Projetado em Cascavel (PR), o triciclo Pompéo (nome emprestado por um de seus criadores, o engenheiro e professor Renato César Pompeu) inicialmente teria mecânica de moto. Depois, vieram planos de fabricar uma versão elétrica, com baterias de íon-litio. Os preços iriam de R$ 30 mil e R$ 60 mil e a produção teria início em 2012.


A fábrica de Eike Batista
Nos anos 90, Eike Batista fez os jipes JPX em Pouso Alegre (MG). Em 2010, tentou um acordo com a indiana Tata. Depois, falou com o inglês Gordon Murray sobre o microcarro T.25 (foto). Por fim, disse que fabricaria compactos elétricos no Super Porto do Açu (RJ). O investimento seria de US$ 1 bilhão e a produção inicial, de 100 mil veículos.

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