Pesquisa : Estudo liga amamentação a QI , salário e escolaridade mais alto
Matéria publicada em 29/04/2015, às 13:49:25

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Estudo científico identificou possível ligação entre a amamentação e a inteligência. A pesquisa foi realizada no Brasil e acompanhou o crescimento de 3.500 bebês constatando que aqueles que foram amamentados por mais tempo tiveram desempenhos melhores em testes de QI na idade adulta.
Especialistas disseram que os resultados, apesar de não conclusivos, podem dar suporte à atual recomendação de que bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno por pelo menos seis meses. Mas os pesquisadores dizem que as mães deveriam ter a chance de escolher se farão isso ou não. As constatações do estudo foram publicadas na publicação especializada The Lancet Global Health. Elas também apontam para outros fatores além da amamentação que podem ter impacto na inteligência – apesar dos pesquisadores terem tentado excluir fatores como a educação da mãe, renda familiar e peso no momento do nascimento.

O médico Bernardo Lessa Horta, da Universidade de Pelotas, disse que o estudo oferece uma abordagem única porque a amamentação tinha sido adotada por todos os segmentos sociais da população estudada, não apenas pelos mais ricos e educados. A maioria dos bebês, independente da classe social, foi amamentada por períodos que variavam entre um mês e mais de um ano. Aqueles que foram amamentados por mais tempo obtiveram melhores resultados em testes de inteligência na idade adulta. Os pesquisadores também constataram que, em geral, eles tinham salários mais altos e atingiam maiores níveis mais elevados de educação.

Saúde dos bebês
Horta disse acreditar que o leite materno oferece vantagens pois é uma boa fonte de substâncias chamadas de ácidos graxos saturados de cadeia longa. Elas são essenciais para o desenvolvimento do cérebro. Mas especialistas afirmaram que os resultados do estudo não são suficientes para confirmar essas teorias e mais pesquisas científicas são necessárias para explorar possíveis conexões entre amamentação e inteligência.
Kevin Fenton, diretor nacional de saúde e bem estar da agência governamental britânica de saúde pública, disse que há evidências fortes de que o leite materno fornece benefícios aos bebês – reduzindo, por exemplo, a incidência de infecções respiratórias e gastrointestinais durante a infância. "Permanece o conselho de que a alimentação exclusiva por leite materno nos primeiros seis meses de vida beneficia a saúde dos bebês", disse ele.

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