" A educação ambiental é o melhor caminho para o consumo sustentável e a preservação dos mananciais: Olegário Martins Teixeira Neto
Matéria publicada em 03/10/2013, às 14:49:32

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O Choque de gestão e o plano de saneamento básico e água tratada para cada família goiana já estão dando o resultado esperado?

Estão sim. Com planejamento e o comprometimento do corpo técnico da Saneago estamos caminhando a passos largos rumo à universalização dos serviços de água tratada e esgotamento sanitárino no Estado de Goiás. Aliás, é muito importante ressaltar que a Saneago não tem medido esforços para cumprir a determinação do Governo do Estado de investir em infraestrutura sanitária para garantir saúde, impulsionar o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida de todos os goianos de norte a sul, de leste a oeste de Goiás. Exemplo disso é que a
Saneago investiu mais de R$ 100 milhões em projetos para auxiliar as prefeituras na elaboração dos Planos Municipais de Saneamento, marco regulatório instituído pela Lei Nº 11.445/2007 - Lei de Saneamento Básico. Sem o plano as prefeituras não poderão receber recursos federais para projetos de saneamento.

Que avanços já foram concretizados no que tange à escassez de água na região metropolitana de Goiânia, em especial na capital, Aparecida de Goiânia e Anápolis?
Os avanços foram grandiosos. Em Goiânia está sendo construída a maior obra de saneamento do Brasil que é o Sistema Produtor Mauro Borges, que vai dobrar a oferta de água e garantir o abastecimento de 3 milhões de pessoas de Goiânia, Trindade, Goianira, Aragoiânia e Aparecida. O empreendimento, construído com que há de mais moderno em engenharia, é fundamental para o desenvolvimento econômico e social e é um exemplo, reconhecido pelo BID, de crescimento aliado ao respeito ao meio ambiente. Outro aspecto que devemos ressaltar é o projeto pioneiro de aproveitamento hidroenergético implantado pela Saneago no Sistema Produtor Mauro Borges, que vai fazer de Goiânia a única cidade brasileira a ter abastecimento de água garantido mesmo em caso de apagão. Na área de esgotamento sanitário além da ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Hélio Seixo de Brito, a Saneago também está implantando a rede de esgoto nos bairros da Região Noroeste de Goiânia, uma das mais carentes da capital, elevando o índice de atendimento para 85%. Para isso, estão sendo construídos 654 mil metros (654 quilômetros) de redes coletoras de esgoto. Só em Goiânia a Saneago está investindo mais de R$ 1 bilhão (R$ 1.020.573.802,83), sendo R$ 683.430.363,31 em obras de ampliação do sistema de abastecimento de água e R$ 337.143.439,52 em obras de esgoto. Agora falando sobre Aparecida que será beneficiada com o Sistema Produtor de Água Mauro Borges, previsto para ser inaugurado até o final de 2014, a cidade também foi beneficiada com a inaguração, em fevereiro deste ano, do Sistema Vila Adélia que elevou o acesso a água tratada de 61,1 para 75% dos moradores de Aparecida.

A Saneago coordena na cidade 03 frentes de serviço para a construção de mais de 224 quilômetros (224.308 m) de redes e 5.367 m de interceptores. Desse total já foram executados 68% das redes e 20% dos interceptores. Estão previstas ainda 04 travessias e 8.800 ligações domiciliares, beneficiando cerca de 35 mil moradores de 14 bairros. Também estão em andamento na cidade duas frentes de trabalho na ETE Santo Antônio para a execução de 7.694 m de redes coletoras ( 58,8% já estão prontos) e 12.252 m de interceptores (tubulações que captam o esgoto e transportam para a ETE, onde o resíduo será tratado- 86,75% concluídos). O empreendimento, orçado em R$ 38.761 milhões,  prevê também a construção de linha de recalque (tubulação), elevatória e travessias.  Além disso, estão sendo tocadas obras para a ampliação da ETE Santo Antônio, onde estão sendo construídos 398 quilômetros de rede coletora e quase 7 mil metros (6.997 m) de interceptor, que vao possibilitar mais de 16 mil ligações (16.316), atendendo 64 mil pessoas. Também estão sendo executadas obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário Bacia Lages, com a implantação de mais de 85 quilômetros (85.216,00 m) de rede coletora, quase 8 mil metros (7.912,50m) de ramais domiciliares, garantindo mais de 5 mil ligações, beneficiando cerca de 20 mil moradores. Em Anápolis, as obras também são numerosas. Para corrigir falhas no abastecimento de água em Anápolis, que passa por queda na produção durante a estiagem, a Saneago está investindo pesado na cidade. São mais de R$ 254 milhões (254.726.257,55) de investimentos em obras de ampliação dos sistemas de água e esgoto. Só para água estão destinados mais de R$ 122 milhões (R$ 122.522.321,89) de recursos que estão sendo usados na elaboração do projeto de ampliação e no reforço do sistema. Deste total já foram investidos R$ 24.631.268,62 de recursos próprios da Saneago. São nove frentes de trabalho pela cidade afora. O empreendimento inclui a implantação de pontos de captação no Piancó, a construção de cerca de 16 mil metros de adutora de água bruta, mais de 42 mil metros de adutora de água tratada, três estações elevatórias de água tratada e duas de água bruta, além da modernização da Estação de Tratamento de Água.

“Em Anápolis, as obras também são numerosas. São mais de R$ 254 milhões de investimentos em obras de ampliação dos sistemas de água
e esgoto”


Depois de concluídas, o que deverá acontecer até o segundo semestre do ano que vem, todas estas obras vão aumentar a capacidade de reservação em 6,6 milhões de litros: água de qualidade e suficiente para atender os anapolinos de todos os bairros, de norte a sul, de leste a oeste da cidade. A universalização dos serviços de água na cidade já foi alcançada. Os projetos e obras em andamento são para reforçar e garantir o abastecimento que cresce a cada dia com o adensamento populacional e o crescimento industrial do município.

As populares e tradicionais cisternas, paliativamente, não seriam uma solução para o problema da escassez de água em Anápolis e outras cidades?
A Saneago trabalha para levar saúde e melhorar a qualidade de vida de nossa gente. A determinação do governador Marconi Perillo é não medir esforços para universalizar os serviços de água e esgoto no Estado. Goiás tem 5.229.601 habitantes. Destes 4.916.219, o equivalente a 94% da população, são atendidos com  água tratada e 2.334.219 que correspondem a 44,6% da população tem acesso à rede de esgoto. São 22.911.556 metros de redes de água que foram construídas pela Saneago e 9.232.928 metros de redes de esgoto. Mas quando falamos em saúde, não podemos esquecer que estudos, de abrangência internacional, revelam que a água armazenada nas cisternas geralmente não atendem aos padrões de potabilidade da OMS-Organização Mundial da Saúde, o que significa que as cisternas podem ser susceptíveis a contaminação por micróbios que causam doenças. Em período de estiagem, época em que a produção reduz e o consumo aumenta em média 30%, devido ao forte calor, o que deve prevalecer é a consciência para evitar o desperdício, tão comum e com o qual estamos habituados a conviver. São pessoas lavando carros, calçadas, cães e gatos e regando plantas com mangueiras soltas. O importante mesmo é disseminar a ideia de economizar para não faltar.

Como a Saneago pretende vencer o desafio de levar saneamento e água tratada para todas as cidades do Entorno de Brasília?
Os Governos de Goiás e do Distrito Federal retomaram, no final de julho deste ano, as obras do Sistema Produtor Corumbá, que está sendo construído através de parceria entre a Saneago e a Caesb. O empreendimento inclui a construção de uma adutora de 28 quilômetros de extensão, que vai captar água da represa de Corumbá IV em Luziânia e levar para Valparaíso, no Entorno de Brasília e de uma estação elevatória de água bruta. O trecho de 15 quilômetros e a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água em Valparaíso estão sendo feitos pelo Governo do Distrito Federal, por meio da Caesb, ao custo total de R$ 159.859.356,85, recursos do PAC 1. Os outros 13 quilômetros da adutora, a captação, a estação elevatória de água bruta e a construção de 39 quilômetros de linhas de transmissão elétrica que vão alimentar a captação e a elevatória, além de uma sub-estação elétrica na captação e equipamentos complementares estão sendo feitos pela Saneago. Um investimento de cerca de R$ 150 milhões (R$ 148.906.266,21) recursos do PAC 1 e PAC 2 e contrapartida do Governo de Goiás. A obra, que está orçada em mais de R$ 308 milhões (R$ 308.765.623,06), está sendo executada em etapas, sendo que a primeira delas vai elevar a capacidade de produção de água tratada para 1.400 litros por segundo, um aumento de 30% da oferta. A parte que cabe à Saneago já está bastante adiantada, cerca de 70% dos serviços já estão concluídos. Depois de pronto, o Sistema Produtor Corumbá poderá atingir uma produção de até 5.600 litros por segundo e será possível regularizar a entrega de água tratada para aproximadamente 1,3 milhões de habitantes que vivem hoje no Entorno do Distrito Federal.

Goiás é a unidade da federação que mais alocou recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC-II) e estão disponíveis algumas centenas de milhões de reais para fazer obras de saneamento. O que falta agora para se promover a universalização dos serviços de água e esgoto em Goiás?
Goiás de fato foi um dos estados que mais captaram recursos, mas isso é resultado de planejamento e eficiência, quer dizer: o Estado só se habilitou para captar recursos federais (PAC, FGTS, BNDES, Funasa, OGU)  porque a Saneago, com planejamento e eficiência, tinha elaborado projetos que viabilizaram a liberação das verbas. E o volume é considerável: só em obras em andamento, estão sendo investidos R$ 1,1 bilhão. Isso sem contar com outros R$ 1,13 bilhão de recursos já assegurados, que estão em fase de contratação. O montante de mais de R$ 2 bilhões são destinados a obras de construção e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Essas são obras que certamente vão aumentar os indicadores sanitários em Goiás. Mas o trabalho não para. A prova é que a Saneago está investindo R$ 100 milhões para a formatação de novos projetos e com eles captar mais recursos para encurtar o caminho da universalização dos serviços de água e esgoto em todo o estado de Goiás.
“A Escolinha da Saneago é exemplo de educação ambiental e ampliou o atendimento para escolas particulares e turmas do ensino médio e superior, inclusive de pós-graduação das universidades goianas”

Como o senhor analisa a tentativa de alguns municípios de municipalizar o serviço de fornecimento de água e tratamento de esgoto?
Oficialmente a Saneago não foi comunicada sobre isso, mas ressalto que a Saneago é hoje considerada uma das melhores empresas de saneamento do Brasil, atendendo a mais de 91% dos municípios goianos. Portanto é especialista em serviços de água e esgoto.

Qual a importância de uma equipe bem qualificada na execução dos serviços que a Saneago presta aos goianos?
Sem o nosso corpo técnico, devidamente habilitado e qualificado, seria impossível desenvolvermos o trabalho que executamos em 225 municípios. São engenheiros e administradores, bem como economistas, advogados, motoristas e auxiliares de variados níveis que, trabalhando em equipe  e comprometidos com os resultados no sentido de bem atender o povo goiano, estão escrevendo a história dos 46 anos da Saneago, que se confunde com a história do saneamento em Goiás.

Previsões revelam que boa parte da população mundial sofrerá com a escassez absoluta de água nos próximos anos. Como nos preparamos para contrariar tais previsões e quais deverá ser o papel do poder público e dos cidadãos nesse contexto?
O melhor caminho é a educação ambiental que conscientiza para a importância da adoção de hábitos simples que devem ser incorporados ao dia a dia e aos modos de consumo sustentável de forma a reduzir o desperdício de água e disseminar conceitos sobre a importância da preservação dos mananciais e nascentes. Trabalho que a Saneago também desenvolve por meio da Escolinha de Saneamento que funciona na área da Estação de Tratamento de Esgoto Hélio Seixo de Brito. Criada há 12 anos e, inicialmente dirigida a alunos do ensino fundamental da rede pública de ensino, a Escolinha da Saneago ampliou o atendimento para escolas particulares e turmas do ensino médio e superior, inclusive de pós-graduação das universidades goianas como a UFG, UEG, PUC e Alfa. Para cada grupo há linguagem e conteúdos específicos, de acordo com o  nível de escolaridade. Projeto inédito no Brasil, a Escolinha é hoje referência para outras instituições que nela se inspiram para criar os seus próprios trabalhos.

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