Plano Safra 136 bilhões para o agronegócio: O total recursos é 18% superior ao liberado na safra passada
Matéria publicada em 11/07/2013, às 13:50:53

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O governo federal lançou, no dia 04/06, terça-feira, o Plano Safra 2013/2014. Serão R$ 136 bilhões para custeio, investimentos e comercialização da produção agrícola e pecuária do país, o maior em volume financeiro já lançado no país.
Do total de recursos liberados R$ 97,6 bilhões são para financiamento de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. O total de recursos é 18% superior ao liberado na safra passada. Durante o anúncio a presidente Dilma Roussef ressaltou que não faltarão recursos para a agricultura.

O dinheiro poderá ser utilizado, por exemplo, para a compra de equipamentos e investimentos em melhorias nas propriedades rurais.
Outra novidade foi o anúncio da liberação de R$ 25 bilhões, ao longo dos próximos 5 anos, para investimentos na construção de armazéns privados. Para 2013/2014 serão R$ 5 bilhões. O prazo para pagamento será de 15 anos.

Armazenagem
Também foi anunciada a aplicação de R$ 500 milhões pela Companhia Nacional de Abastecimento para a recuperação da estrutura de armazenagem e construção de 10 novos silos. Os créditos oferecidos pelo Governo terão taxa média de juros de 5,5% ao ano, mas modalidades específicas de investimento terão taxas diferenciadas. É o caso dos programas voltados à aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem, com taxas de 3,5% ao ano, produtores que utilizam práticas sustentáveis terão taxas de 5% ao ano, já médio produtores  serão beneficiados com juros anuais de 4,5%.
Também para os médios produtores foram disponibilizados R$ 13,2 bilhões. Os limites de empréstimos para custeio passaram de R$ 500 mil para R$ 600 mil, já os créditos para investimento subiram de R$ 300 mil para R$ 350 mil.

Rede de inovação tecnológica
A presidenta Dilma Rousseff revelou que o governo está criando uma rede de educação profissional e de inovação tecnológica envolvendo as universidades federais, as escolas técnicas, a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), gerido pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Segundo revelou o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, a rede foi desenhada para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, que produzem mais da metade da safra de grãos do país e estão recebendo várias obras de infraestrutura logística. “Serão vários institutos federais, que estão sendo desenhados dentro do arco norte, todos em função da logística que está sendo construída: as estradas de ferro, as rodovias e as hidrovias. A rede vai alavancar o Programa Nacional de Apoio ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado em 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica, e formar mão de obra qualificada, de acordo com as necessidades de cada região produtora. Entre as áreas escolhidas para o início do projeto estão irrigação e agricultura de baixo carbono em Gurupi e Formoso do Araguaia (TO), agricultura de precisão e cana-de-açúcar em Lucas do Rio Verde (MT), pecuária de corte em Campo Grande (MS), agricultura de precisão em Luís Eduardo Magalhães (BA) e silvicultura de espécies nativas e pecuária em Santarém (PA), disse o ministro.

"Gastem e terão mais", garantiu a presidente
Durante o  lançamento do Plano Safra 2013/2014 a presidente Dilma Rousseff, fez um longo discurso do qual destacamos alguns pontos: “Na semana passada quando o IBGE divulgou os resultados do PIB do primeiro trimestre de 2013, mais uma vez os números da agropecuária impressionaram muito. São números que têm impressionado e que impressionam, mas que não surpreendem, porque temos no Brasil hoje uma das agriculturas mais produtivas, mais eficientes e mais competitivas do mundo. É verdade que o Brasil tem condições naturais, extraordinárias, o solo, o clima, a insolação, a quantidade de água. Mas é verdade também que houve um processo de dedicação dos produtores que se empenharam nesse processo agrícola, e que superaram dificuldades e enfrentaram adversidades.
Nós sabemos que o Brasil também construiu instrumentos de apoio à política e à expansão da agricultura. E o Banco do Brasil é, sem sombra de dúvida, uma instituição que tem sua contribuição nessa área.

Agricultura familiar: 39 bilhões
Ao lançar o Plano Agrícola e Pecuário de 2013/14, nós vamos reafirmar alguns compromissos que nós fizemos no passado, mas vamos avançar. Vamos reafirmar nosso compromisso com o conjunto do agronegócio brasileiro. No dia 06/06, quinta-feira nós iremos lançar o Plano Safra da Agricultura Familiar com recursos de R$ 39 bilhões. Eu queria, primeiro, dizer da importância, nesse Plano Safra, do volume de recursos. São, de fato, R$ 136 bilhões. E em todos os Planos Safra, desde 2011, venho dizendo que nós, se esses recursos forem gastos despendidos com custeio e investimento em todas as áreas previstas, não irá faltar recursos, nós iremos complementar.
Voltar a fazer ferrovias em nosso país, voltar a apostar no modal aquaviário, e voltar a olhar para a duplicação das nossas rodovias é algo central para o agronegócio. Esse é um processo que está em curso, do qual nós completamos a parte que é, eu diria, a derivada da logística, que é a armazenagem.
Nos últimos anos, nós construímos um instrumento muito importante, que é o Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono, para o qual nessa safra também haverá mais recursos para que a gente possa incorporar processos produtivos mais competitivos e mais sustentáveis, porque a agricultura de baixo carbono é extremamente competitiva.
Cento e trinta e seis bilhões é o que vocês têm colocado à disposição hoje. Gastem e terão mais. Porque nós não olhamos a agricultura como um problema, mas como uma solução. É por isso que é: gastem e terão mais”.

 

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