Rádio e futebol: Duas paixões, duas realizações: Mário Alves
Matéria publicada em 18/10/2012, às 13:13:44

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Nascido em Anápolis (GO) no dia 13 de setembro de 1955, Mário Alves começou sua vida profissional como bancário do Banco Real durante 15 anos, trabalhando em Anápolis, Goiânia e Brasília. Em 1990, ingressou no ramo de publicidade atuando, inclusive, na gerência da TV Bandeirantes em Tocantins, quando foi convidado pelo casal Onaide e Adhemar Santillo para gerenciar a Rádio Manchester de Anápolis. Alguns anos depois, arrendou a Manchester AM e continua como diretor comercial da Manchester FM.

  “Não faço nada na vida sem antes consultar o meu grande Deus, em todos os passos, seja na vida profissional ou na vida familiar. Ele está à frente de tudo em minha vida, e por isso tenho sido muito abençoado. O rádio e a comunicação são as minhas duas outras grandes paixões, foi como um amor à primeira vista. O rádio é tão apaixonante que temos hoje profissionais atuando na Manchester, com o mesmo pique, há 40 anos ou mais. São profissionais dedicados e bem sucedidos e grandes amigos que exercem a profissão por amor e por ter o ideal maior de servir à comunidade”. Filho dos paulistas Degmar Alves dos Anjos, 86 e Ruth dos Santos Anjos, 81, que continuam sendo o esteio desse bem sucedido empresário da comunicação, Mário Alves é casado há 32 anos com Heide Pereira Alves com quem teve as filhas Marielly Alves Pereira, fisioterapeuta e Marcelly Silveira Pereira Alves, designer de moda. Às vésperas de assumir a presidência do Anápolis Futebol Clube, agremiação da qual é torcedor desde a adolescência e atualmente entusiástico vice-presidente, Mário Alves, ainda comemorando a conquista do Campeonato Goiano de Fubebol da Segunda Divisão e a consequente ascensão do clube à Primeira Divisão, nos concedeu esta entrevista.


O rádio é uma empresa como outra qualquer ou existe um diferencial?
Quando se faz rádio por vocação não se faz rádio visando tirar proveito dele. O rádio é um instrumento que nos possibilita levar serviços, apoio e assistência às pessoas mais necessitadas. Com a Rádio Manchester atingimos um estágio em que há um elo de ligação muito forte entre os três poderes constituídos e a população, notadamente aquelas pessoas que residem e/ou trabalham na periferia, lá na ponta do município. Dificilmente essas pessoas têm condições de chegar até a Prefeitura, a Câmara Municipal ou mesmo ao Ministério Público para formalizar e encaminhar suas reivindicações. Hoje, nós fazemos esse elo de ligação e ele se torna ainda mais importante na medida em que temos a contrapartida do poder público. Para mim, o mais importante do nosso trabalho no rádio é poder contribuir com o crescimento econômico, mas também e principalmente, com o crescimento social da cidade. Anápolis é uma cidade de ponta e nós, assim como vocês da revista Planeta Água e os outros veículos de comunicação, temos contribuído - e muito - com o crescimento do município em todos os sentidos, em todas as instâncias.

Quando é que você descobriu que gostava de esportes e como é que você chegou à vice-presidência do Anápolis Futebol Clube?

Desde a adolescência me interessei pela prática de esportes. Participei ativamente das escolas de base do Ipiranga Atlético Clube, o Gigante do Jundiaí, onde atuei por seis anos, no juvenil, sendo várias vezes campeão com o treinador Baianinho e atletas como Humberto Caçapava, Juca e outros, sempre como médio-volante. Me entusiasmei pelo Anápolis Futebol Clube, aos 10 anos de idade, quando o time conquistou o campeonato goiano em 1965. Fui ao campo, vibrei com a atuação da equipe e passei a torcer pelo Galo naquele momento. Jogava no Ipiranga mas já era torcedor do Anápolis. De lá para cá, continuei torcendo, colaborando e apoiando o Tricolor da Boa Vista.

Neste ano, fui convidado pelo Dr. Arinilson Mariano a fazer parte da diretoria do Anápolis e, ao tomar conhecimento de quem seriam os outros diretores, aceitei o convite e me entusiasmei, até porque nunca havia integrado a diretoria de nenhum clube de futebol. É um trabalho voluntário, sem remuneração e tivemos a felicidade de levar o Anápolis à primeira divisão do campeonato goiano através de um trabalho sério e dedicado dos jogadores, comissão técnica e diretoria. No dia 10 de outubro, termina a gestão do presidente Arinilson Mariano e aceitei o convite para assumir a presidência do Anápolis Futebol Clube. A diretoria continuará a mesma e o principal objetivo será o de trabalhar muito para que o clube permaneça na primeira divisão do futebol goiano. Para se ter a continuidade do clube na divisão maior do futebol goiano, precisamos ter um calendário para que as escolas de base possam funcionar e, aí, colocarmos os jogadores no mercado, sem contrair dívidas como não o fizemos nos três últimos anos. Num segundo momento, ao permanecer na primeira divisão, objetivamos saldar todas as dívidas contraídas em anos anteriores as quais já estamos negociando e resgatando. Um outro passo, com a participação dos patrocinadores e a união da cidade, objetivamos fazer um belíssimo campeonato goiano, conquistar uma vaga para a série “D” do campeonato brasileiro para termos um calendário para o segundo semestre e, quem sabe, até mesmo nos habilitarmos a participar da Copa do Brasil. Esse é o nosso pensamento e tomara que dê certo para a alegria da nossa querida torcida.

Em termos de patrimônio o Anápolis está bem situado?
Só quem conhece sabe disso e quando conhece fica encantado. O clube possui um Centro de Treinamento com cinco campos onde funcionam todas as escolas de base dos seis aos 14 anos, com aproximadamente 300 alunos matriculados, mantendo ainda as equipes do Sub-16 ao Sub-18, nos preparando para a criação da equipe Sub-20. O custo é muito elevado, mas temos administrado a situação com a própria renda das escolas de base. O CT é muito organizado, todas as categorias têm o apoio logístico e permanente dos professores, dos gerentes, departamento médico, departamento físico, campo de areia, restaurante, cozinha e hospedagem com 23 leitos para os jogadores e o objetivo é dotar o CT com mais apartamentos para hospedarmos todos os jogadores e, se for preciso, também a equipe técnica.

“É importante que o empresário saiba que
a marca que ele coloca na camisa de um time de futebol da Primeira Divisão do Campeonato Goiano é vista no mundo todo”


Qual é a importância do esporte para a cidade, para a população?
Muito grande. Primeiro a visibilidade que se dá para a cidade. O futebol é tão envolvente que está em todas vitrines: rádio, TV, jornais, revistas, redes sociais, ou seja, a difusão pelo futebol é mundial e só se consegue estar nessa mídia se você fizer parte da elite do futebol que são os campeonatos elitizados: a Primeira Divisão do Campeonato Goiano, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro de Futebol. Fora disso é muito difícil fazer futebol, porque se estando na mídia já é difícil, imagine no anonimato. É importante que os empresários saibam que a marca que ele coloca na camisa de um time de futebol da Primeira Divisão do Campeonato Goiano é vista no mundo todo, com evidência. O retorno é garantido, muitos ainda não enxergam dessa forma mas, aos poucos, a situação vem mudando. As empresas já investem mais nos Departamentos de Marketing, assim como a própria Federação Goiana de Futebol e essa realidade vem sendo mostrada. O futebol é alegria, contribui para afastar o risco das drogas, é saudável, é encantador.

Anápolis comporta mais de uma equipe de futebol profissional?

Não existe nada melhor do que uma rivalidade sadia. Dois times seria suficiente e estamos torcendo para que a Anapolina consiga sua ascensão para motivar ainda mais a disputa, incentivar os torcedores, gerar renda, exercitar até mesmo a chacota e a gozação. Tudo de forma sadia e maravilhosa. Tivemos a conquista da segunda colocação do Grêmio Esportivo Anápolis, mas não temos muito a falar sobre o clube que veio de Inhumas para Anápolis. O que sabemos que eles formam e exportam jogadores e o fazem muito bem. Esperamos que eles possam adquirir uma área, implantar aqui um Centro de Treinamento, se enraizar na cidade. Aí, sim, a disputa e a rivalidade estariam ainda mais motivadas.

Poderíamos dizer sem medo de errar que você está se realizando em duas áreas distintas, Mário?
Sim. Primeiro, porque tenho uma família maravilhosa que me apoia em tudo que eu faço. Como disse anteriormente, não tomo nenhuma posição sem antes me consultar com Deus e com minha família. A contribuição de minha esposa e filhas tem sido valiosa. Dificilmente, a mulher erra e isso é muito importante. Tenho muita coisa ainda a realizar e uma delas é contribuir para que o Anápolis Futebol Clube conquiste o título de campeão goiano da Primeira Divisão e, se Deus quiser, na nossa gestão, com o apoio de dessa aguerrida e dedicada diretoria, integrada pelo Dr. Arinilson Mariano, Luis Carlos Baliza, Dr. Marcelo Jaime, Janildo Santos, Karim Abrahão, José Paulo Tinazzo, Nassin Farah, Carlinhos Capilat, Fernando Cunha, Vander Lúcio e Danilo Souza, além de todos aqueles que não aparecem mas que, em algumas situações, têm participação tão efetiva ou maior até, em algumas situações, que os demais diretores. O mais importante, contudo, está na força da nossa grandiosa e apaixonada torcida sem a qual não haveria necessidade da existência do clube.

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