Anápolis vai continuar crescendo acima da média nacional: Edson Tavares
Matéria publicada em 28/02/2012, às 13:53:03

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O Porto Seco Centro Oeste S/A, localizado no Distrito Agroindustrial de Anápolis (GO), é um terminal alfandegado de uso público, destinado à armazenagem e à movimentação de mercadorias importadas, ou destinadas à exportação, sendo utilizado como facilitador das Operações de Comércio Exterior. Foi o primeiro Porto Seco da região Centro-Oeste, criado por meio de concorrência pública em que empresários goianos formaram um consórcio vencedor da licitação.

Âncora da Plataforma Logística Multimodal de Anápolis, o Porto Seco Centro Oeste trabalha com um objetivo: oferecer soluções personalizadas de prestação de serviços aduaneiros, viabilizando o crescimento de seus clientes e gerando desenvolvimento para Anápolis, Goiás e o Brasil. Edson Tavares, superintendente do Porto Seco Centro Oeste S/A, entusiasta e partícipe do extraordinário desenvolvimento do município, nosso entrevistado, faz uma análise do bom momento vivido por Anápolis.


Goiás está crescendo economicamente acima da média. Qual é a participação de Anápolis e do próprio Porto Seco nesse processo de desenvolvimento?

Veja bem. Anápolis vem, ao longo dos anos, firmando posição em Comércio Exterior e o Porto Seco acreditou nisso, investiu no momento certo e o resultado está aí. Adquirimos equipamentos de ponta, investimos na qualificação da mão-de-obra, bancamos cursos técnicos e tecnológicos e premiamos pessoas que concluem o curso superior com uma gratificação. Então, esperávamos que isso fosse acontecer, como está acontecendo, graças  a estudos que fizemos anteriormente indicando que Anápolis vai crescer celeremente até 2021, ou seja, ainda há muito por acontecer no meio anapolino, como a chegada da ferrovia, a consolidação da plataforma logística e  do aeroporto de cargas, a implantação de mais algumas montadoras que para cá virão. A cidade vive um momento administrativo importantíssimo, acaba de ganhar o primeiro de muitos outros viadutos urbanos, deu um passo gigantesco na qualidade de vida com os parques ambientais e a responsabilidade socioambiental está inserida no beabá das empresas.

A Base Aérea tem projetos prontos para executar em um futuro próximo como o Parque Tecnológico, está a caminho a implantação do eixo tecnológico entre Goiânia e Brasília, nossas universidades ampliam e aperfeiçoam os cursos superiores, técnicos e tecnológicos e somos privilegiados por uma excelente qualidade de vida, garantida pelo clima excepcional e pela água espetacular de um município considerado um divisor de águas, com nascentes e ribeirões que correm para todas as regiões do país e da América Latina de uma altitude de 1.100 metros. Temos boas redes de transmissão de energia e vivemos um momento administrativo sem picuinha política, com um prefeito que executou mais projetos em três anos do que todos os seus antecessores nos últimos 20 anos. São mais de R$ 200 milhões em projetos financiados pelo governo federal e ele continua buscando novos recursos. Um prefeito que não tinha perfil de administrador, porém, está dando uma verdadeira aula de administração moderna. O desenvolvimento é incontestável, mas ainda precisamos do aeroporto, de mais hotéis e do centro de convenções, enfim, precisamos de todas aquelas coisas que já repetimos várias vezes e não queremos mais repetir porque todo mundo já sabe.

O que leva uma pessoa sem nenhuma experiência administrativa a ter sucesso como está acontecendo com o prefeito de Anápolis?
Responsabilidade social, responsabilidade fiscal e ser anapolino de coração e alma. Mesmo não tendo nascido aqui, ele adotou a cidade, lutou e luta muito por ela, e o mais importante: agarrou com unhas e dentes a oportunidade que lhe foi dada. Outros também tiveram essa mesma oportunidade, mas a jogaram fora, ele não. Para nós é um conforto ter um gestor sério, honesto e que toca seu trabalho com desenvoltura. Por outro lado nós, empresários, fazemos a nossa parte. Acredito que Anápolis vai continuar crescendo acima da média nacional por um longo tempo.

Em que se basearam os estudos de sua equipe para prever que Anápolis chegaria a esse ponto?
Quando você coloca em questão um país necessitando de logística integrada, você tem que buscar modelos fora, na França, Alemanha, nos Estados Unidos, por exemplo. Aí, você pega a característica de Anápolis, que se parece muito com Ville Fort Worth, Texas, joga em cima dos grandes territórios logísticos e percebe que Anápolis nada deixa a desejar, só que lá ainda há uma desvantagem: eles não estão entre duas capitais como nós estamos, ao lado de um anel viário perfeito e de um aeroporto. E mais: a demanda dos empresários por profissionais detentores de ensino médio e de cursos técnicos vem sendo suprida de forma altamente satisfatória por instituições de ensino como o IFG, CEPA, SENAI, SENAC e SEBRAE, além dos mais de 140 cursos em áreas como medicina, engenharia mecânica, engenharia civil, direito, administração e logística. Vendo tudo isso consolidado e agregado a uma situação geográfica privilegiada e a índices de insegurança muito próximos do tolerável pelo fato de Anápolis abrigar um povo ordeiro e cumpridor de suas tarefas, chega-se à conclusão de que não tem como dar errado. Curitiba, que é exemplo, possui um sistema de transporte público que funciona bem, porém, o transporte público de Anápolis, se não é semelhante, é superior ao de Curitiba, até porque é integrado 100 por cento. Até lamento que se tenha que abrir um processo de licitação que oferece o risco de perdermos essa empresa e essa qualidade do serviço. Quando fazemos uma junção de todas essas coisas, da presença de anapolitanos, pessoas que vieram para a cidade com vontade de vencer e de trabalhar ao lado do povo anapolino e do povo goiano que é trabalhador e sua a camisa, percebemos que não há como errar.

“O brasileiro teve ascensão de classe e isso foi muito importante no contexto da economia”

O empresário procura boa qualidade de vida, tranquilidade, temperatura amena o ano inteiro e aqui ele tem tudo isso e muito mais. Ainda temos áreas para grandes construções, o mercado imobiliário está cada vez mais aquecido e as empresas do setor estão cada vez mais conscientizadas de que é preciso fazer, mas fazer bem feito. Hoje, todo empreendimento imobiliário em Anápolis é dotado de total infraestrutura, com galerias de águas pluviais e rede de esgoto, demonstrando a preocupação para com o meio ambiente. Estamos estruturando o pouco que ainda falta e precisamos agora  de um pouco de celeridade para alcançar metas como o aeroporto, a plataforma logítica, a ferrovia, o centro de convenções e mais hotéis. Anápolis é polo de 23 municípios que dependem dela para tudo, desde a saúde até a educação e esse é mais um fator que nos leva a ter a convicção de que não há como dar errado. As grandes redes nacionais como Carrefour, Casas Bahia, Bretas e outras estão descobrindo Anápolis. Multinacionais estão fazendo parcerias com empresas locais e tudo isso se enquadra na projeção de crescimento ininterrupto nos próximos 10 a 15 anos. Esse é um processo que não tem mais volta e a participação de todos, poder público e sociedade civil organizada é fundamental para sua continuidade.

Esse crescimento acelerado não colocaria em risco a nossa qualidade de vida?
É por isso que precisamos estruturar e obedecer um Plano Diretor do Município com responsabilidade, com planejamento a curto, médio e longo prazos; é por isso que as empresas têm que planejar mais. Nós planejamos a curto, médio e longo prazos e hoje já sabemos o que vai acontecer daqui a cinco anos, o que teremos que comprar de equipamento, o que teremos que fazer de dividendos e assim por diante.  A administração municipal caminha para isso depois de muitos anos com somente três pessoas mandando e desmandando no Plano Diretor. A mudança começou com o jornalista e ex-deputado federal, Haroldo Duarte que foi um propulsor desse processo de inovação. Hoje, estamos atualizando o Código de Postura, já o fizemos com o Código Tributário e tudo isso contribui para uma visão de cidade metropolitana. Todas essas são questões que precisamos levar para os debates, para as audiências públicas. Depois de muitos anos de estagnação, fico feliz por saber que o prefeito tem coragem de ir à Câmara e lá abrir o leque, mostrando a sua gestão de quatro em quatro meses. Nas administrações passadas isso não ocorria. Os números enganavam todo mundo, usavam nomes e números fictícios, existiam um Plano Diretor e um Orçamento, mas era tudo  balela. Hoje as leis são cumpridas, a administração busca recursos fora e tudo isso nos leva a crer que dias ainda melhores virão se não acontecer nada de extraordinário em nível mundial porque estamos mundialmente ligados e uma alteração lá, repercute aqui. Mas, mesmo que isso aconteça, o Brasil está preparado e falo com conhecimento de causa.

Como é que um país que vende para o mundo apenas 1,5% de tudo que o mundo consome poderá entrar em crise? O mundo pode entrar em parafuso que não haverá crise brasileira, principalmente porque o nosso mercado interno é muito forte, dinâmico e encontra-se em fase de extraordinária expansão. O brasileiro teve ascensão de classe e isso foi muito importante no contexto da economia. Os mais pobres já não são pobres. Também vim de baixo e fico alegre quando vejo amigos e colaboradores ascendendo de classe. Há alguns anos, a maioria deles vinha para o Porto Seco a pé, de bicicleta ou de ônibus. Hoje, o estacionamento está lotado de carros e motos e fico feliz por isso. Deus quer abundância, nós queremos riqueza e riqueza traz tranquilidade e bem-estar, sem obviamente massacrar o mais fraco, pelo contrário, precisamos dar a ele a oportunidade de ser ambicioso. Eu vim da escola SENAI, sonhei um dia, fiz a minha parte e Deus tem me abençoado e eu tenho contribuído e quero contribuir muito mais para minha cidade. Servir é muito importante e, em nome do bem-estar da coletividade, coloco toda a espetacular estrutura que temos à disposição do município, seja para o meio ambiente, seja para emergências, o que espero nunca venha a acontecer, mas, se acontecer, contem conosco.

Até porque o poder público - e isso está mais do que demonstrado - não consegue resolver tudo sozinho.

O brasileiro precisa ficar mais atento e ver que há significativos avanços conjunturais e estruturais. O Judiciário, por exemplo, que era hermeticamente fechado, hoje tem um Conselho Nacional de Justiça que debate, discute, decide. Precisamos da justiça fortalecida porque é lá que resolvemos as nossas pendências. O Brasil tem mudado muito e ainda vai levar alguns anos para alcançar níveis de avanço mais notáveis para o que a educação é fundamental.

“A responsabilidade do jovem brasileiro é requisito indispensável para essa mudança porque é o jovem que vai promover a mudança”

A responsabilidade do jovem brasileiro é requisito indispensável para essa mudança porque é o jovem que vai promover a mudança. Por isso, investir em educação é fator preponderante. Quando vejo o orçamento e o que foi investido em educação, em saúde e em meio ambiente, eu fico feliz. Quando vejo os parques e jardins se multiplicando pela cidade e melhorando a nossa qualidade de vida, fico mais feliz ainda e penso que você deve estar delirando de felicidade por tudo isso. Penso que o saudoso ambientalista Amador Abdala deve estar embevecido de felicidade por todas essas conquistas do meio ambiente.

Corremos o risco de ver a paralisação desse crescimento na área ambiental e também social se Gomide não for reeleito?
Penso que qualquer que seja o futuro administrador esse processo não mais retrocederá. Se isso ocorrer a população trucidará o responsável pela paralisação e o eleito será prefeito de um mandato só. Porém, pelo que estou sentindo no dia-a-dia, parece que os anapolinos querem garantir mais um mandato para Antônio Gomide. A verdade é que recuperamos o atraso e não podemos mais perder tempo. Se alguém pensar em disputar com ele, esse alguém tera que vir com um nível altíssimo, com propostas inteligentes e críveis, terá que vir para o debate. Não mais podemos aceitar candidatos sem qualidade, alienados e sem qualquer preparo ou conhecimento. Os anapolinos não querem bobinhos de boleia administrando a prefeitura, mas sim, gente honrada, gente séria, gente de conduta ética e moral inquestionável e, acima de tudo, gente verdadeiramente comprometida com a sociedade. Pela primeira vez na história política de Anápolis, talvez o oba-oba  não será a exceção da regra, mas a própria regra.

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