O professor é o principal agente da Educação e precisa ser valorizado: Gabriela Campos De Souza
Matéria publicada em 02/01/2012, às 11:50:12

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Gabriela Campos de Souza nascida em Ipameri-Goiás é filha de Benedito da Silva Campos e Maria de Almeida e Silva. Casada com o advogado e professor,Dr. Roldão Aprígio de Souza com quem teve os filhos Adriano Aprígio de Souza,Andréa Aprígio de Souza e Roldão Aprígio de Souza Júnior,orgulha-se dos sete netos "uma alegria sempre presente. Graduada em Letras Modernas pela Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão, especializou-se em Administração Escolar pela Fundação Brasileira de Educação do Rio de Janeiro; em Língua Portuguesa pela Associação Educativa Evangélica; em Progestão Educacional pela Universidade Federal de Goiás em Língua Espanhola pela Universidade Estadual de Goiás. Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Evangélica de Assunción. Professora e gestora, atuou em diversas escolas e colégios e também na Universidade Estadual de Coiás onde lecionou e ocupou os cargos de chefe do departamento de Disciplinas Complementares e Coordenadorra de Gestaõ Curricular e Acadêmica da Pró Reitoria de Graduação, além de ter sido presidente da comissão da Elaboração das Orientações e Regulamentação dos Cursos de Graduação.Exerceu a função de: Assessora Esperecial da Educação Inclusiva da Secretaria Miniciapl de Educação Ciência e Tecnologia. No campo social destacou-se como diretora executiva da Fundação Aprígio Ramos, membro do conselho de assistência Social do Município de Anápolis, presidente do Movimento de Encontro Conjugal da Diocese de Anápolis e presidente do Curso de Noivas do Santuário de Santo Antônio. Participou de congressos, conferências, seminários, palestras, treinamentos e cursos na área educacional. Entre as homenagens recebidas estão  Comenda Berenice Artiaga pela Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, mensão honrosa pela Câmara Municipal de Anápolis  no Dia Internacional da Mulher e a outorga do título de cidadania pela Câmara Municipal de Silvânia (Go). No dia 05/12, a subsecretária regional de educação foi merecidamente agraciada com o título de cidadã anapolina. GAbriela Campos de Souza, que assumiu a Subsecretaria Regional da Educação de Anápolis em 11/01/2011 e vem realizando um excelente trabalho é anossa entrevistada.

Na época da decisão pelo seu nome houve um mal entendido, uma divulgação equivocada dizendo que talvez não fosse você a nova subsecretária de Educação. Como foi isso e como você recebeu a convocação para mais esse desafio?
Houve vários comentários, surgiram vários nomes e várias pessoas já estariam assumindo a Subsecretaria, mas eu já havia recebido o convite bem antes desse episódio e estava tranquila, tanto é que eu me encontrava no Rio de Janeiro quando recebi um telefonema solicitando meu retorno para assumir a Regional de Anápolis. Era o terceiro convite para assumir a Subsecretaria e achei que deveria ser aquele o momento de aceitar o desafio. Recebi a convocação como uma missão e, já no primeiro dia, comecei a trabalhar com afinco, garra e dedicação. Quanto a estar preparada para a função é claro que na vida de todos nós existem inúmeros desafios, alguns até inesperados, mas a Educação sempre foi minha vocação. Iniciei minha carreira em sala de aula que é o maior motivo que impulsiona esta profissão onde você precisa transmitir bem o conteúdo e o aluno precisa aprender. Para que isso aconteça de forma dinâmica e eficaz, você precisa preparar as aulas de modo a atender às necessidades do aluno. Sendo este o maior desafio, então, eu já me encontrava preparada. Sou professora por vocação,haja vista que passei pela sala de aula, fui coordenadora pedagógica,  diretora por várias gestões e hoje dedico-me ao máximo como sempre fiz em minha carreira, para obter a excelência nos resultados e atingir as metas propostas.

Seu perfil técnico influiu decisivamente ou a escolha política pesou mais na hora da definição pelo seu nome?
Creio sim que foi mais uma escolha técnica, ainda que a questão política também tenha exercido certo peso, e não posso deixar de citar este aspecto. A escolha técnica influenciou em virtude de minha bagagem acadêmica e pelo meu currículo e experiência tanto que a minha chegada foi vista com bons olhos por ser uma pessoa da área educacional.

Qual foi sua primeira atitude ao assumir e o que mais a desafiou tão logo você fez a radiografia da situação, Gabriela?
Foi essa exatamente a nossa atitude inicial, fazer uma radiografia da situação e um diagnóstico da realidade atual, para podermos definir prioridades. Temos nesta Regional 82 Unidades Escolares,contando com dois Centros de Convivência, Juvenil, abrangendo 12 municípios jurisdicionados.Esta gestão conta com  um Governo dinâmico, tendo a frente da pasta da Educação um Secretário atuante, cujo projeto traz ações inovadoras.Com base no diagnóstico realizado na Regional de Anápolis, chegamos ao consenso de que o nosso foco, evidentemente, seria o aluno. Por isso, as primeiras medidas foram voltadas para a valorização do professor, como agente principal do processo. Foi assim que iniciamos o nosso trabalho e o primeiro desafio, ao adentrar a Subsecretaria no dia 11 de janeiro, foi aprovar um calendário escolar, o que é feito pelo Conselho Estadual de Educação.  Essa foi a minha primeira medida tomada cinco minutos depois de adentrar a regional e o calendário está aí, deu certo e, assim como ele, algumas outras medidas também vêm dando muito certo. Dentre elas podemos citar o remanejo de alguns funcionários, adequando-os às suas respectivas áreas de formação, recebendo ainda alguns profissionais que se encontravam à disposição de outros órgãos, conforme determinação do Senhor Governador do Estado. Outro desafio implementado foi a avaliação diagnóstica, inédita no Estado de Goiás e que tem sido utilíssima para aferir o desempenho de nossos alunos e, assim planejar intervenções pedagógicas. Os pais e a própria comunidade escolar não tinham informações sobre o desempenho das escolas, assim a exposição das Placas do IDEB nas Unidades Escolares tornou público a realidade encontrada em cada comunidade escolar.  

“Sabemos da  importância de se investir  no aluno para que consigamos alcançar  melhores resultados”

Avaliações sobre a educação brasileira, principalmente no que tange ao ensino fundamental, colocamo Brasil entre países subdesenvolvidos. O que está acontecendo e o que é preciso acontecer para melhorar a educação em nosso país, Gabriela?
Realmente nós temos refletido muito neste assunto, temos feito discussões acerca dessa situação e o que estamos fazendo é exatamente isso,investir na qualificação,do profissional da Educação tendo como foco o aluno para que consigamos alcançar melhores resultados. Em relação ao Ensino Médio,verificamos a necessidade de atribuir a este nível de Ensino,uma atenção especial, dado ao fato de que nesta etapa o jovem precisa estar preparado para adentrar uma Universidade ou profissionalizar-se para se incluir o mercado de trabalho. Em virtude dessa realidade criamos nesta Regional um setor específico  de orientação para focar estas questões.

A valorização do professor é fundamental para a melhoria do ensino. O que vem sendo feito nesse sentido?
Sem dúvida que é fundamental. O professor é o agente principal deste processo e faz com que a ação aconteça. É ele também o maior responsável pelo desempenho do aluno, evidentemente que respaldado por uma estrutura, afinal o que temos hoje está muito aquém daquilo que objetivamos, porém, estamos trabalhando para sanarmos isso. O Secretário de Educação, Thiago Melo Peixoto, passou por todas as Regionais apresentando o Pacto pela Educação e esse Pacto contempla também a valorização do profissional perpassando todas as demais variáveis, que compõem o universo educacional. Estamos aguardando agora o piso salarial que atenderá os anseios de toda a classe.

Com o crescimento da Internet as pessoas buscam a informação que precisam na hora em que precisam. De que forma o professor e os alunos deveriam agir para se adequarem a essa realidade globalizada e não contribuirem com a diminuição da importância da profissão de professor como agente do ensino?

Vivemos a realidade de um mundo altamente tecnológico cujas ferramentas estamos tentando utilizar de forma pedagógica dentro das Unidades Escolares. Ao professor cabe acompanhar esse desenvolvimento e se adaptar às novas condições da informação global para não ficar à margem dessa realidade, posto que o  aluno já tem acesso imediato à Internet e a todo tipo de informação, pois vivemos num mundo globalizado, as informações chegam numa velocidade muito grande e estamos usando essa tecnologia como ferramenta de trabalho. Nossos professores passam por frequentes treinamentos e qualificação, já contamos com escolas onde cada criança já recebeu o seu net book. Essa é uma realidade que iremos estender a todas as Unidades Escolares e alguns professores também já dispõem dessa ferramenta. É um objetivo e uma promessa de que todos eles possam contar com a ajuda de equipamentos como o computador no desempenho de suas funções. Em relação à utilização destes recursos estamos instruindo nossos alunos no sentido de utilizarem essa ferramenta de forma pedagógica para que ela seja um instrumento útil ao seu crescimento e não um instrumento para ser usado de forma aleatória, de forma totalmente ineficaz. Que seja usado como um instrumento que veio para agregar conhecimento e para somar no planejamento do professor. Sabemos que essa é uma realidade que temos que acompanhar se quisermos avançar e é exatamente isso que estamos fazendo.

Qual é a sua avaliação da situação física das escolas da regional?
Esse é o nosso maior desafio. Algumas das Unidades Escolares estão passíveis de serem demolidas, o que é o caso das escolas construídas com placas de cimento, obras realizadas em tempos longínquos e que atualmente apresentam sérios problemas. Nesses casos somente a reconstrução pode sanar as dificuldades existentes. O projeto Edificar prevê que as emergências sejam contempladas. Já estamos reformando algumas escolas e dando total assistência também às nove Escolas de Tempo Integral que serão reformadas. Em resumo, creio que foi um avanço porque muitas escolas há muito tempo apresentavam essa necessidade. O Colégio Estadual Herta Leyser e Joaquim Soares estão em fase de acabamento. Esperamos inaugurá-las em breve.

Há a necessidade também da construção de novas escolas?
Na verdade em pouquíssimas regiões detectamos esta necessidade, porém com a municipalização do ensino muitas das nossas crianças estão passando para o município e as nossas escolas contemplam bem a demanda atual. Essa é uma realidade que também foi detectada no diagnóstico realizado. No entanto a prerrogativa maior é  equipar as unidades existentes, desde a infra-estrutura até os equipamentos, para melhorar ainda mais o trabalho no cotidiano escolar.

“Investir em educação é investir no potencial do ser humano. Não há outro caminho”

Os colégios militares têm se destacado pela qualidade do ensino e também pela ordem e a disciplina. Esse mesmo padrão não poderia ser implantado em todas as escolas da rede estadual?
Sim. Claro que sim. Há uma discussão permanente sobre o assunto e estamos conscientes de que o que diferencia os colégios militares é também a disciplina e a ordem, fundamentais para o processo de aprendizagem. Na escola comum não temos essas mesmas condições devido a uma série de fatores. Quanto à parte didático-pedagógica e ao conteúdo creio que os resultados sejam similares e temos orientado para que sejam os mesmos. Podemos exemplificar com o Colégio  Violeta Pitaluga que, pelos dados do IDEB, se saiu tão bem quanto o Colégio Militar que prima pela ordem e pela disciplina. Nossas escolas sentem essa carência, e sabemos que os pais anseiam por uma complementação da educação que os seus filhos receberam em casa, incorporando novos saberes e valores os quais são transmitidos e adquiridos na escola. Esperamos atingir o nível de excelência em todas as Unidades Escolares

Como tem sido o relacionamento da regional com o município?

A parceria entre Município e Estado é uma realidade que ultrapassa as fronteiras do profissional, podendo afirmar que a articulação com a professora Virgínia Maria Pereira de Melo, Secretária Municipal de Educação, é saudável e produtiva aliás, nós somos companheiras desde a época de UEG onde trabalhamos juntas e temos feito um trabalho em parceria muito positivo. Em algumas situações utilizamos espaços do município, em outras o município utiliza espaços nossos e, além da parceria nas ações, também trocamos informações quanto as ações conjuntas que surgem no cotidiano escolar. Enfim, é uma parceria de mão dupla.

O governador Marconi Perillo enfrentou dificuldades neste primeiro ano de mandato ficando praticamente impossibilitado de realizar investimentos. Para o próximo ano há promessas de que, com essa situação já contornada, haverá grandes investimentos. Há esperança nesse sentido também na área da educação?
Sim. Acreditamos que nossos projetos serão contemplados dentro do Pacto pela Educação, através da melhoria da qualidade do ensino em todos os sentidos, com foco nos alunos. Toda mudança que vier a ocorrer evidentemente beneficiará nossos alunos. Realmente o Governador encontrou o Estado com inúmeros problemas e 2011 foi um ano muito difícil para todos. Acreditamos que 2012 será bem melhor e que todas as ações planejadas sejam uma realidade. Creio que a solução para melhorar a qualidade de vida em todos os níveis passa, inevitavelmente, pela Educação. Investir em Educação é investir no potencial do ser humano. Não há outro caminho.

Qual é o sentimento pelo fato de exercer uma função tão importante no governo e, mais ainda, por tratar-se de uma atividade relacionada à formação do ser humano, Gabriela?
Estou muito feliz aqui. Reconhecemos e sabemos dos desafios. Estamos trabalhando muito com garra e determinação para realização de nossa tarefa. O resultado torna-se ainda mais gratificante quando se vence os desafios. A equipe com a qual trabalho é sensacional desenvolve muito bem as tarefas em todos os níveis, pesquisa e vai atrás de resultados positivos. Somam-se a tudo isso os esforços dos Gestores dentro das Unidades Escolares complementando e operacionando os trabalhos. Neste mês de dezembro faremos uma avaliação do nosso trabalho ao longo do ano à frente da Subsecretaria Regional de Educação, mas posso antecipar que conseguimos alguns bons e significativos avanços. Trabalhamos com afinco para que todos os professores  sejam contemplados com o bônus de reconhecimento pela dedicação e cumprimento da carga horária na escola..

“Orgulho-me de participar, agora oficialmente, dessa rede de pessoas que não medem esforços em promover a Educação e a cidadania na cidade de Anápolis”

Esse tipo de reconhecimento faz com que todos acreditem na Educação e no potencial de cada um. O professor é o agente principal de todo esse processo e investir no professor é investir na qualidade, é investir na Educação.Quanto a mim, sinto-me plenamente realizada porque esta é minha área de formação e atuação. A educação sempre foi fundamental em minha vida. Foi a profissão escolhida e tem uma relevância muito grande na concretização dos meus mais tenros sonhos. Vencer desafios é compensador e gratificante e é assim que me sinto neste momento de minha vida.

O que significa para você e para sua carreira a outorga do título de cidadania anapolina?

Olha, é uma honra sem igual. Eu estou muito feliz por isso e profundamente agradecida. Resido em Anápolis há alguns anos e faço meu trabalho com total dedicação e profissionalismo no que tange a área da Educação. Desenvolvo também um trabalho social na Fundação Aprígio Ramos, onde disponibilizamos cursos profissionalizantes para as pessoas carentes. Temos prestado um serviço voluntário e útil para a comunidade. O título de Cidadã Anapolina é uma honraria concedida a poucas pessoas e me sinto muito feliz pela lembrança do meu nome e aprovação de todos os Vereadores. Agradeço ainda, pela iniciativa haver partido de uma pessoa que é o Presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, que é o Vereador Wesley Clayton da Silva. Estou orgulhosa pelo título e pelo fato de agora poder dizer: Sou cidadã anapolina e participar – oficialmente - dessa rede de pessoas que não medem esforços em fazer alguma coisa por Anápolis, uma das melhores cidades do Brasil para se viver, estudar, trabalhar e vencer.

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