A interação setor produtivo e governos garante o crescimento econômico de Goiás acima da média nacional: Pedro alves Oliveira
Matéria publicada em 08/12/2011, às 11:01:19

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Pedro Alves de Oliveira, nascido em 05/05/1948 em Patrocínio (MG) é casado com Suely Paranaíba de Oliveira Castro e pai de três filhos.
Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Alves Farias, Goiânia (GO), exerce atividades econômica empresarial, na Cerealista Lagoinha - Importação e Exportação LTDA, fundada em 1973 e agropecuária, na Fazenda Lagoinha, desde 1983, em Uirapuru (GO) e nas fazendas Ki-Beleza e Goyá. Tem, em seu currículo, várias atividades sindicais desenvolvidas, entre elas as de presidente do Sindicato da Indústria do Arroz e Feijão no Estado de Goiás – SIAGO (oito mandatos, sendo dois alternados); vice-presidente da Federação das Indústrias no Estado de Goiás – FIEG (dois mandatos); sócio fundador da Bolsa de Mercadorias de Goiás; primeiro representante da FIEG junto ao Conselho Deliberativo do programa Fomentar e membro da Câmara Setorial do Ministério da Agricultura – DF.
Recebeu várias condecorações, tais como: Medalha Mérito Ministro Aquino Porto, concedida pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Goiás (SIMELGO); Diploma e Medalha do Sesquicentenário da Polícia Militar do Estado de Goiás e Título de Grão-Mestre da Ordem do Mérito Anhanguera, oferecido pelo Governo do Estado de Goiás. Pedro Alves de Oliveira, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, logo após a entrega do Prêmio Goiás de Gestão Ambiental, nos concedeu a seguinte entrevista:

Dados recentes revelam que a produção industrial caiu em todo o país neste mês de setembro, menos em Goiás e no Amazonas onde houve crescimento. Como o senhor analisa isso?
O Estado de Goiás é um estado dos mais viáveis economicamente cuja atividade econômica continua num processo de franco crescimento. Isso comprova o momento positivo de nossa economia e atesta que Goiás é um estado viável, um estado de investimentos que retornam. Um aspecto característico dessa situação são as visitas constantes que temos recebido de missões estrangeiras, entre as mais recentes as da China e da Coreia, inclusive trazendo os presidentes de grandes companhias de ambos os países asiáticos, como os presidentes da Hyundai, da Sansung e da LG, por exemplo, acompanhados pelo embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Kyong Lim Choi.  Foi também registrada a presença de uma equipe da KBS, a maior emissora de televisão da Coreia, com os jornalistas revelando que será produzido amplo material sobre a visita da comitiva ao Estado.

“Somos altamente comprometidos com todas as ações que venham para o bem do nosso estado e do nosso país”

A representatividade dos empresários e autoridades que compuseram a comitiva sul-coreana encheu os goianos de otimismo e a impressão que eles levaram de Goiás para a Coreia, certamente, será muito importante para o Estado. Esses encontros são fundamentais para acordos futuros com a Ásia e mostram que Goiás está no visor dessas grandes empresas. O embaixador da China, por exemplo, lembrou que aqui estavam os presidentes de grandes companhias daquele país e disse que eles só saem em visitas como essa se verem realmente a possibilidade de investimento e retorno, o que prova o bom momento econômico de Goiás e nos leva a crer, com toda confiança, que essas missões terão desdobramento altamente positivo.

Esse desdobramento é fruto também das missões e articulações governamentais, porém, as entidades classistas têm um importante papel nesse contexto...
Evidentemente. As entidades classistas são fundamentais nesse processo. Obviamente que a interação e a participação com o governo é um somatório e nós entendemos que agir em conjunto é importante para uma comunidade, que precisamos das autoridades constituídas e dos políticos, mas precisamos também auscultar o setor produtivo. Essa interação positiva entre setor produtivo e o governo é que tem garantido a Goiás a condição de crescimento econômico acima da média nacional. A atuação da Federação das Indústrias, da nossa FIEG, não se resume estritamente a olhar o interesse da indústria. A nossa visão vai muito mais além e nós procuramos visar o interesse coletivo, o interesse do nosso Estado de Goiás e do nosso Brasil, então, aquilo que é bom para Goiás e para o Brasil tem a participação efetiva da Federação das Indústrias que trabalha para que o estado continue indo bem, para que o Brasil continue indo bem e para que o setor industrial também vá bem. Somos altamente comprometidos com todas as ações que venham para o bem do nosso estado e do nosso país.

Eventos como o Prêmio Goiás de Gestão Ambiental refletem a preocupação do setor empresarial para com o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental?
Não temos dúvida nenhuma disso. A ampliação da consciência da preservação do meio ambiente é uma necessidade e uma atitude fundamental para a melhoria da qualidade de vida da raça humana e de todos os seres que habitam a Terra. Essa consciência, felizmente, tem pautado a produção em nosso estado e os empresários reconhecem, na prática, a importância da consciência ambiental. Os empresários sabem que precisam desenvolver suas atividades econômicas de forma equilibrada e harmônica para garantir a preservação ambiental. Então, eventos como esse servem, além do incentivo e do reconhecimento, como ponto de reflexo positivo dessas empresas, até mesmo dentro do mercado e a federação participa conscientemente por saber dessa importância. Estamos juntos e com toda a nossa força em eventos iguais a esse para dar o nosso reconhecimento às boas práticas de preservação ambiental e nos sentimos gratificados com tudo isso. Hoje, por exemplo, tivemos neste evento 50 participantes, com 28 empresas premiadas, mas aquelas que não foram premiadas eu tenho certeza que no ano que vem aqui estarão buscando o seu prêmio porque dentro das empresas cada vez mais cresce a consciência de que produzir é preciso, mas preservar é imprescindível para a manutenção da vida na Terra.

O que é mais eficaz nas questões de preservação ambiental e respeito ao planeta: a conscientização ou a punição, presidente?
A lei vem para coibir os abusos, mas não é a solução. A solução será a educação, a formação moral das pessoas, a conscientização. É por esse caminho que nós haveremos de seguir para chegarmos a uma situação em que o cidadão saiba e esteja consciente de que tem que preservar o meio ambiente não por uma imposição legal, mas sim porque sua consciência dita-lhe que a preservação é fundamental para a perpetuação da vida. Dessa forma, entendemos que efetivamente o que mais dará resultado é a educação. Não tenho dúvida alguma disso.

“Quando vimos ações concretas de combate à corrupção ficamos na expectativa de que os resultados obtidos sejam permanentes

Que visão o senhor tem da posição ocupada por Anápolis, na condição de cidade pólo e centro logístico do país, no que tange à economia goiana?
Não tenho dúvida que Anápolis significa a pujança de nossa economia. Comprovando essa condição temos, como maior exemplo, a criação do DAIA, o primeiro distrito agro-industrial do Estado de Goiás. Vale frisar também que o povo de Anápolis é um povo empreendedor, daí o município vir se destacando ao longo dos anos. Foi em Anápolis que se instalou a primeira unidade nossa do SENAI fora de Goiânia e vamos agora, num reconhecimento da força industrial do estado e da força política de Anápolis, transformar o núcleo da Fieg existente no município há 10 anos em uma regional da Federação, com a participação dos seis sindicatos que nós temos lá, a participação hoje do empresário Ubiratan da Silva Lopes como seu primeiro presidente, um empresário dinâmico e participativo no âmbito das ações sindicais, com a participação do empresário Wilson de Oliveira, uma pessoa que tem dedicado a sua vida às ações das indústrias goianas, às ações sociais do nosso estado. Hoje na presidência da Associação Comercial e Industrial de Anápolis e na vice-presidência da FIEG, Wilson de Oliveira continua se destacando por ser um empresário que faz parte dos quadros de uma grande empresa e por sua liderança classista incontestável. Tanto é assim que sua família o liberou para participar das atividades da política sindical e ele dá uma grande contribuição sim, não só para Anápolis, mas para Goiás de um modo geral e para o Brasil.

Ensaiamos no Brasil uma tentativa de moralização da coisa pública com a queda de ministros, a polícia federal mais atuante e os políticos sendo um pouco mais vigiados. Seria este o momento da presidente Dilma Roussef entrar para a história promovendo o início da moralização da coisa pública?
Olha, a gente vê tudo isso com bastante otimismo porque a apuração dessas irregularidades está acontecendo e a presidente Dilma está mantendo-se firme em seu posicionamento como estadista e sinalizando claramente que ela não concorda com os erros secularmente cometidos pelos que ocupam o poder. Nosso Brasil é o país mais viável do mundo, não tenha dúvida disso. Nós temos as maiores reservas de recursos naturais do mundo e precisamos saber valorizar e preservar toda essa riqueza. Os coreanos que aqui estiveram recentemente ressaltaram nosso imenso potencial natural, o clima, o solo, o subsolo, as nossas reservas hídricas. Agora, precisamos estar conscientes também de que existem certos gargalos que precisam ser eliminados e o maior deles é a corrupção. Faz-se urgente combatermos, com eficácia, essa prática viciada e condenável e, felizmente, observamos que gradativamente os maus estão sendo banidos. Porém, faz-se também necessário um amadurecimento político e a tomada de uma consciência de que os postulantes a cargos eletivos devem assumir o poder para servir e não para se servir dele. Então, quando a gente vê ações concretas de combate à corrupção ficamos na expectativa de que os resultados agora obtidos sejam permanentes porque nosso país precisa muito de mais seriedade e maior responsabilidade e compromisso dos nossos governantes. Esse é o caminho, penso eu.

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