A nova sede será o nosso grande presente de aniversário: Wilson de Oliveira
Matéria publicada em 07/11/2011, às 11:28:04

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Wilson de Oliveira nasceu no dia 9 de dezembro de 1955 na residência da família, localizada ao lado do Mercado Municipal Carlos de Pina, região central de Anápolis (GO), para alegria e satisfação dos pais Limirio Antônio de Oliveira, conhecido como Limirinho das Garrafas e Jovina de Melo Oliveira. Seus irmãos, Sônia Maria de Oliveira (Restaurante da Soninha), José Ricardo de Oliveira (JR Imóveis), Célio de Oliveira (Cel Engenharia Elétrica), Silvio de Oliveira (Gera Sol Motores e Geradores), William de Oliveira (Deposito de Garrafas do Willian), João Bosco de Oliveira (médico residente em Palmas-TO) e Limirio de Oliveira, o caçula (Construtora Focus), assim como ele próprio (Café Rancheiro), são todos empresários bem sucedidos. Com um mês de idade o hoje presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás foi levado por seu pai para a cidade mineira de Araguari (MG) onde se lavrou sua certidão de nascimento. “Como me casei na Bahia costumo dizer que sou goiano de nascimento, mineiro de documento e baiano de casamento”, revela esse empresário anapolino que, pela terceira vez, ocupa a presidência da Associação Comercial e Industrial de Anápolis. Wilson de Oliveira, casado com Maria das Graças Alencar de Oliveira e pai de Wilson Alencar de Oliveira, 24, Marcela Alencar Oliveira, 22 e Isabela Alencar de Oliveira, 20, nos concedeu esta entrevista.

Como se deu sua opção pela área empresarial e pela atividade classista?
Comecei a trabalhar aos oito anos de idade no comércio, com meu pai e meus irmãos. Sou formado em Direito, mas não exerço a advocacia e hoje temos uma indústria de café onde exerço a função de representante institucional. Nossa indústria, o Café Rancheiro, foi fundada em abril de 1985 e durante 15 anos fui capitão de indústria, comandando os setores de compras, transporte enquanto meu irmão, meu sócio, meu amigo e meu compadre, José Ricardo, cuidou e continua cuidando com competência a área de administração e vendas. A empresa, que era sediada em Ouro Verde, cresceu e nos mudamos para Anápolis em 1994, instalando-a nas dependências de uma antiga cerealista na rua Senador Ramos Caiado. A partir daí modernizamos e automatizamos a produção o que garantiu maior qualidade e menor impacto ambiental. Com a modernização aquele trabalho que fiz durante 15 anos não mais era necessário. Ingressei no Rotary Clube Anápolis, em 1997, onde aprendi o ideal de servir aprendi, a trabalhar em grupo e, em 1998, passei a frequentar a Associação Comercial e Industrial de Anápolis o que me permitiu desenvolver qualidades que se desenvolve no voluntariado que nada mais é que uma via de mão dupla: você doa muito, mas recebe muito em troca e é graças a esses voluntários que atuam gratuitamente nessas instituições sem fins lucrativos que, em muitas situações, Anápolis se torna uma cidade com um diferencial competitivo muito grande. Foi assim que iniciei nessa militância. Gostei muito, aprendi muito e sinto muito prazer em estar na ACIA, no Rotary, na Federação das Indústrias do Estado de Goiás. Fiz o curso de Altos Estudos de Políticas Estratégicas da ASDESG - Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra e o curso da ESG - Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, durante nove meses onde tive a oportunidade de estudar os problemas do Brasil e do mundo sob a ótica das guerras, juntamente com 50 civis e 50 militares com a patente mínima de coronel. Essa experiência proporciona uma visão bastante ampla da área de política estratégica e, ao praticar lemas como os da ACIA, “Nossa força, nossa união” e do Rotary, “O ideal de servir”, a gente vai aprendendo, vai aprimorando esse conhecimento, vai atraindo pessoas para essas instituições e, dessa forma, conseguimos ajudar a cidade, ajudar a classe empresarial, ou seja, conseguimos trabalhar pelo bem comum. Fui diretor da ACIA durante oito anos, exerci a presidência de 2005 a 2007 e retorno agora para o triênio 2011/2013. Os diretores são muitos, sempre tem alguns diretores novos e outros que permanecem e, quando se entende esse espírito de família que existe nessas instituições, quando se aprende a trabalhar em prol do bem comum, a colocar a humildade na frente da vaidade, você consegue ser muito útil nessas instituições onde não abrem mão de você e onde você não escolhe os cargos que vai exercer; você é escolhido pela maioria.

Apesar de todo o caos ético e moral em que o Brasil se encontra, os bons são maioria e ainda contamos com exemplos de excelentes trabalhos prestados à comunidade como os da Acia e do Rotary Clube, o que motiva uma grande comemoração, não é presidente?
Claro. As pessoas de bem, as pessoas honestas que se preocupam com a qualidade de vida do próximo e vivenciam valores como dignidade, honestidade e moralidade ainda são maioria. A família é sagrada e isso move a sociedade. Sabemos que a criminalidade e a violência sempre existirão e que é preciso mantê-las dentro de níveis suportáveis pela sociedade. Acredito que o excepcional trabalho da imprensa, divulgando os acontecimentos, faz parecer que a criminalidade, a corrupção e a roubalheira aumentaram, porém, isso sempre existiu. A diferença é que hoje a divulgação é muito maior o que aumenta também a cobrança por parte da sociedade. Por outro lado é uma alegria para a população anapolina contar com instituições como os sindicatos patronais, o Fórum Empresarial, os clubes de serviços, como o Rotary, o Lions, a Maçonaria e as instituições classistas como a ACIA, CDL, Sincovam e a Federação das Indústrias do Estado de Goiás que fazem uma diferença muito grande quando se trata de desenvolvimento, atraindo obras de infra-estrutura e investimentos para nossa região. O empresário se torna um agente social muito importante, pois, ao pensar num produto, idealizar fabricar e distribuir esse produto, o empresário cria empregos e gera tributos para o governo o que acaba sendo uma ação social altamente positiva para todos.

Houve momentos, num passado recente, em que a atuação da ACIA em defesa dos interesses de Anápolis chegou a ser qualificada de oportunista e que tudo não passava de uma tentativa de exercer um papel que não seria dos empresários, mas dos políticos. Hoje, essa atuação das lideranças empresariais é vista com outros olhos, não é presidente?

“A minha política é classista e empresarial e minha pretensão é ser presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás”

Sim. Sempre procuramos trabalhar em conjunto, com a preocupação de somar e de não invadir a área de ninguém. Atuamos na política muito fortemente, não na política partidária e sim na política classista. Entendemos que a Câmara de Vereadores desempenha o seu papel, faz as leis e fiscaliza o governo municipal. Já a Acia nada mais é que é uma força auxiliar que procura ajudar a atrair investimentos e a criar melhores condições de vida para a população, porém, não podemos nos esquecer da conhecida frase que diz que qualquer vácuo de poder é imediatamente preenchido e, se ele não for preenchido pelas pessoas de bem, certamente o será pelos bandidos. Então é preciso que tenhamos cuidado. É claro que se tudo estivesse funcionando maravilhosamente bem nós estaríamos cuidando da nossa saúde, das nossas famílias e dos nossos negócios e não seria necessário sacrificarmos, muitas das vezes, os nossos empreendimentos, a companhia de nossas famílias para nos empenharmos na defesa do interesse coletivo porque alguém precisa fazer aquela parte que não está sendo feita. Sempre digo que nós cobramos muito do governo porque o governo não age. O governo reage. Então, nós cobramos fortemente do governo, mas sem críticas porque esse papel cabe à oposição. A vaidade do empresário é o resultado e cada presidente que passa pela ACIA coloca um tijolo e dá sequência ao que seu antecessor começou. Aqui há uma continuidade de ações que resulta em coisas práticas, já na política raramente um governante continua a obra iniciada por outro e se perde tempo e dinheiro. Já na sociedade civil organizada a prestação de contas, como fizemos hoje, nos diferencia do que ocorre com os políticos e com os sindicatos patronais, por exemplo, que são instituições satélites do governo federal, que arrecadam o imposto federal, prestam contas ao Tribunal de Contas da União e repassam recursos para a CNI, FIEG e FAT. Nas associações de classe da sociedade civil organizada temos mais liberdade de ação, mas sabemos que precisamos do sindicato patronal, do sindicato laboral, das associações de classe, dos clubes de serviços para preencher as lacunas deixadas pelo governo e contribuir com a melhoria da qualidade de vida da população, chamando para nós a responsabilidade. Nesse momento surge o ciúme dos governantes, tanto do Executivo quanto do Legislativo e também do Judiciário, mas, para nós, isso não importa porque a nossa vaidade é o resultado.

Fala-se muito em Parcerias Público Privadas, conclamando-se os empresários a participarem mais intensamente das ações sociais. Isso não seria aumentar ainda mais o sacrifício da classe empresarial?
Não. Nas PPPs o empresário não se sacrifica, ele se beneficia. Na realidade há uma má gestão das verbas públicas e, como o governo não consegue atender as demandas de investimento, acaba sendo obrigado a recorrer à iniciativa privada por ter gastado toda a arrecadação com a folha de pagamento. O governo gasta mal e fica sem recursos para fazer investimentos que, ao final, são feitos pela iniciativa privada construindo estradas, cobrando pedágios, construindo ferrovias e pontes e que agora vai construir presídios. A iniciativa privada já tomou conta das escolas, dos hospitais embora essa seja uma obrigação do Estado que, por outro lado, não dispõe de recursos para investir, não tem capacidade de gestão e acaba passando a responsabilidade para a iniciativa privada. Pela Constituição você tem direito a saúde, educação e segurança, mas somente no papel. Nosso sistema penal está completamente falido, os presídios não recuperam ninguém, as pessoas que são presas saem de lá pior do que quando entraram e as pessoas declaram que se é para piorar é melhor nem prender. Em Anápolis temos mais de 400 condenados que deveriam estar num albergue, mas estão soltos por aí. É diante de situações como essa que nos lembramos que o poder não aceita vácuo a iniciativa privada vai assumindo as funções do governo na saúde, na segurança, na educação, até chegar à conclusão de que os governos são totalmente inúteis.

Quais são as conquistas da ACIA neste ano de seu septuagésimo quinto aniversário?
Com uma diretoria atuante e objetivos bem definidos estamos avançando. Cerca de dois dias atrás fomos recebidos pelo governador Marconi Perillo, acompanhados do deputado estadual, Carlos Antônio, para tratar de assuntos do interesse de Anápolis, quando cobramos do governador a retomada das obras do Aeroporto de Cargas, o início das obras do Anel Viário do DAIA e a licitação do Centro de Convenções, três obras prioritárias pra Anápolis. Lembrei a ele que há uma vontade da nossa diretoria de construir uma nova sede para a Acia, numa área definida na avenida Brasil Sul que pertence ao estado e disse-lhe que a doação do terreno de 5.000m2, ao lado de outra área da mesma dimensão que será doada ao Ministério Público, seria o melhor presente que poderia nos ser dado pelo governo estadual nos 75 anos da entidade. Falei nos diversos setores do governo relacionados a essa questão e tudo já estava encaminhado, faltando apenas a providência final da Procuradoria Geral do Estado. Levei a posição do processo ao governador que garantiu que no dia 28 de outubro, data da comemoração do aniversário da ACIA, trará a escritura da área em mãos.

“Não se justifica uma cidade com a importância econômica de Anápolis ter apenas um deputado federal e dois deputados estaduais”

Tomara que Deus ilumine para que tudo se encaminhe e que o governador traga em mãos o presente de 75 anos da ACIA que é a área de 5.000m2 para que possamos construir a nova sede da nossa querida entidade. A área localiza-se no final da Avenida Brasil Sul, possui 49.000m2 e abrigará as sedes da ACIA, do Ministério Público e do Centro de Internação do Adolescente de Anápolis, um sonho de muitos anos do Dr. Carlos Limongi que tem total apoio da Acia e do Rotary Clube e que, parece, agora se tornará realidade. Nossa sede ficará próxima de onde está sendo construído o Parque das Antas, numa área muito nobre às margens da Avenida Brasil, o que dará uma grande visibilidade para quem por ali trafega. Teremos um auditório no andar térreo contemplando a questão da mobilidade e tudo isso é um sonho também nosso que agora se tornará realidade.
Aquela não é uma área de preservação ambiental por sua proximidade com diversas nascentes, presidente?Não. A área de preservação ambiental limita-se ao local onde está sendo construído o Parque das Antas. Essa outra é uma área remanescente com cerca de 17 dos 70 alqueires doados pelo Rotary Clube ao estado de Goiás ainda na década de 50. Naquele local deverão ser construídos ainda o Centro de Convenções, o Centro de Internação do Adolescente Infrator e, talvez, o Parque Agropecuário.

Cogita-se o lançamento de seu nome como pré-candidato à Prefeitura de Anápolis. Existe essa vontade pessoal ou tudo não passa de mera especulação?
A minha política é classista e empresarial e minha pretensão é ser presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, onde estou há 12 anos como vice-presidente e, agora, como primeiro vice-presidente. Daqui há três anos teremos eleições e meu nome estará à disposição dos empresários de Goiás para continuar contribuindo de forma concreta com o desenvolvimento e o crescimento econômico, social e cultural de nossa gente. Ao mesmo tempo não posso impedir que as pessoas especulem com meu nome porque sou uma pessoa pública, tenho muita visibilidade na imprensa e, então, fico quieto. Por outro lado, sempre preguei que em Anápolis tudo funciona, a ACIA, o Rotary, a Maçonaria, os sindicatos, enfim, as instituições de Anápolis funcionam muito bem, porém, os partidos políticos funcionam muito mal, não conseguem lançar candidatos que sensibilizem a população a votar nos candidatos de Anápolis e a maioria dos nossos votos são dirigidos para candidatos de outros municípios reduzindo quase a zero a nossa representatividade política. Na condição de líder classista estou sempre em Goiânia reivindicando obras e melhorias para Anápolis e sinto falta de mais deputados estaduais e federais, vice-governadores e senadores ligados a Anápolis. Digo sempre aos empresários que enquanto os bons, por não gostarem, continuarem ausentes da política, serão governados pelos maus que gostam de fazer política. Fizemos um ensaio uma vez reunindo um grande grupo de empresários num mesmo partido político e tentamos fazer um trabalho bem planejado e direcionado para o bem da cidade. Sou entusiasta e sempre estou convidando os empresários a se filiarem a um partido político, não para se candidatarem, mas sim para ajudar o partido a lançar bons candidatos. Embora minha política seja a política classista empresarial e meu objetivo seja a presidência da Fieg, não posso esquecer que sou filiado ao Democratas, que sou um soldado do partido. O vice-governador José Eliton foi quem me convidou para o partido, me colocou como candidato em potencial à Prefeitura de Anápolis e a mim só resta aguardar o desenrolar dos fatos. Continuo com meu objetivo que é a política classista, no entanto, se amanhã as lideranças decidirem que o Democratas disputará a Prefeitura de Anápolis, nosso diretório terá de escolher um nome e esse nome deverá ser o de uma pessoa com tradição e militância política. Não tendo ninguém e o nome escolhido for o meu não me restará alternativa senão a de atender o chamamento do partido. Caso isso ocorra, dialogarei com minha família, com meu grupo empresarial, com minhas instituições classistas para saber se essa decisão será boa para Anápolis e falo para você, francamente e de coração aberto, que não é minha intenção ser candidato a prefeito de Anápolis, porém, não posso prever os desdobramentos e os acontecimentos de amanhã.

Anápolis está vivendo um momento muito positivo em termos de desenvolvimento econômico e isso atrai novos investimentos e, ao mesmo, novos candidatos aos empregos gerados. Não deveria haver uma preocupação voltada para um crescimento planejado, controlado e que garanta desenvolvimento com qualidade de vida, presidente?
Sim, evidentemente. Por outro lado, Anápolis sempre teve uma característica diferente de outras cidades apesar de ser a única cidade brasileira entre duas capitais. Já preocupamos no passado, quando a cidade era praticamente largada, hoje não. Temos um prefeito que surpreendeu todos nós que amamos esta cidade e conseguiu resgatar nossa autoestima, está realizando tudo aquilo que a gente tinha vontade de fazer, então, a cidade está muito bem orientada e planejada e não há problema com a migração. Temos um setor imobiliário muito forte, a cidade possui mais de 100 mil lotes baldios e podemos crescer muito mais ainda. Todas as pessoas são muito bem vindas e podemos  dizer, de peito aberto, que aqui existe pobreza como em qualquer outra cidade, mas não há favelas, não há loteamentos irregulares. Aqui não existe aquele amontoado de pessoas em favelas como no Rio de Janeiro onde, em 2000, já se catalogava 608 favelas. Anápolis é uma cidade privilegiada, com empreendimentos imobiliários para todos os gostos e está preparada para receber um número grande de novos habitantes. Nosso prefeito está recuperando, cuidando e preservando nossas centenas de nascentes, está zelando do meio ambiente, aumentando o número de escolas e creches, as instituições estão trabalhando, as escolas de educação profissional aumentando, o SESI, o SENAI, o CEPA e o IFG estão formando mão-de-obra e todos os que decidirem crescer com Anápolis serão muito bem vindos. Na condição de pólo educacional, de saúde, industrial e de segurança, Anápolis está preparada para receber todas as pessoas que aqui chegarem e que encontrarão qualificação e emprego. Não se vê pessoas errantes e mendigos nas ruas porque Anápolis é uma cidade que tem vagas de emprego sobrando e hoje, como é do conhecimento de todos, está faltando mão de obra nas nossas indústrias. Então, as pessoas que vêm de fora e chegam cada vez em maior número estão contribuindo com nosso progresso, com nosso desenvolvimento, com nosso crescimento, o que é altamente positivo. O que sempre digo aos nossos companheiros é que só nos falta agora melhorar e muito o desempenho de nossos partidos para ampliar nossa reduzida representatividade política.

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