Não há outra saída: Odilon Alves
Matéria publicada em 07/11/2011, às 11:16:16

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Motivados, talvez, pela impunidade dos que roubam bilhões do povo brasileiro os criminosos comuns se tornam cada vez mais ousados. Existem casos em que o mesmo estabelecimento comercial é roubado dezenas de vezes, ao que tudo indica pelos mesmos bandidos, sem que nada aconteça, a não ser a vergonha, o medo e, em algumas situações, a indignação da vítima. Esse é o “x” da questão.
Na maioria dos casos, nem as vítimas, nem as testemunhas conseguem mais se indignar. Tudo passa a parecer normal devido à frequência e à aceitação pública aos mais diversos tipos de crimes, desde o do colarinho branco ao do ladrão de galinhas. O povo perdeu a capacidade de indignação e todos nós cruzamos os braços, o que estimula os maus a continuarem maus, a nos assaltarem à luz do dia, a dilapidarem o patrimônio público impunemente. E olha que ainda somos maioria...
A Segunda Marcha Contra a Corrupção e pequenas outras manifestações similares de protesto surgem um pouco tarde, mas oportunamente. A força da Internet começa a ser utilizada e, à medida em que as classes exploradas e assaltadas tiverem maior acesso à informática, o movimento deverá crescer incontinente e irreversivelmente. Esse é o nosso consolo e a nossa esperança, aliás, a única esperança.

Num país onde a ditadura militar abortou o surgimento de novas lideranças políticas prevaleceu o oportunismo dos espertalhões e detentores do poder a qualquer custo, acumulando mandatos e mais mandatos conquistados com o voto também interesseiro de eleitores ignorantes e fisiologistas. O resultado é catastrófico. Basta ver o crescente número de colecionadores de mandatos nas casas legislativas brasileiras.
Carentes de novas lideranças, resta-nos a mobilização popular que agora ganha força com a Internet e com os meios eletrônicos a exemplo do que ocorre em diversas partes do mundo. Mas, para que este país torne-se uma grande nação é preciso muito mais que somente mobilização e protestos.
Investimento maciço em educação, principalmente na edução de base, são para ontem. De nada adianta a implantação de novas faculdades tecnológicas e universidades se não tirarmos o ensino básico da estagnação ao qual foi relegado.
Uma outra urgente providência é a reforma do Código Penal Brasileiro. Penas alternativas para criminosos de alta periculosidade ou progressão de pena para bandidos que praticaram crimes hediondos como o do lesa pátria são um prêmio para toda essa corja. Enquanto em países como a China criminosos são fuzilados em praça pública, no Brasil os bandidos são premiados com liberdade provisória ou, quando muito, com celas temporárias que mais parecem apartamentos de luxo. Uns falam em pena de morte mas não precisamos chegar a tanto. A prisão perpétua e o cumprimento integral das outras penas seria um bom começo e uma medida inibidora bastante eficaz. Não há outra saída.

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