Cel. Av. Alcides Teixeira Barbacovi: A missão do governante é satisfazer os anseios da comunidade
Matéria publicada em 18/09/2011, às 15:25:53

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Em janeiro de 2012, o Coronel Aviador Alcides Teixeira Barbacovi passará o Comando da Base Aérea de Anápolis (BAAN) ao também piloto de caça e atual Subcomandante da Base Aérea de Santa Cruz (RJ), Tenente Coronel Sérgio Bastos, para, em seguida, passar a responder pelo cargo de Chefe do Estado Maior na Terceira Força Aérea, em Brasília (DF). Filho de Alcides Barbacovi e Cleusa Maria Teixeira Barbacovi, o Coronel Barbacovi nasceu em 8 de agosto, na cidade de Canoas (RS). É casado com Léa Maria Cavalléro Barbacovi e possui dois filhos: Lucas Oliveira Barbacovi e Piero Oliveira Barbacovi. Os diversos cursos acadêmicos e os inúmeros cargos por ele ocupados na Força Aérea Brasileira (FAB) o credenciaram para galgar postos mais altos na hierarquia militar brasileira como o posto que está prestes a assumir. Em sua formação é Líder de Esquadrão de Caça, Chefe Controlador de Operações Aéreas Militares e Chefe Controlador Aeroembarcado, com mais de 3.500 horas de voo e uma grande diversidade de condecorações, entre elas, a Medalha Mérito Santos Dumont, Medalha do Mérito Aeronáutico, Medalha da Vitória, Medalha Ordem do Mérito da Defesa – Grau Cavaleiro, Destaque Operacional Ouro, Medalha Henrique Santillo e a Comenda Gomes de Souza Ramos. O Coronel Barbacovi, que ao longo de sua permanência em Anápolis realiza extraordinário trabalho de recuperação e preservação ambiental na região da BAAN e mantém harmonioso e equilibrado relacionamento com os mais diversos segmentos da sociedade anapolina, nos recebeu em sua sala de comando para esta entrevista.

A permanência em postos de comando é de apenas dois anos. E agora, que direção tomará a sua carreira, Comandante?
A permanência nos comandos da FAB é, normalmente, de dois anos. Esse tempo pode ser reduzido para um ano, dependendo das necessidades da Força. Em nossa carreira, quando se chega ao posto de coronel, o campo de atuação vai se restringindo. Ao passar um comando, por exemplo, já é preciso fazer o curso de política estratégica para aspirar a cargos cada vez mais relevantes. O coronel tem que estar sempre pronto no grid de largada, na “posição três” da pista, como falamos, ou seja, pronto para decolar. A minha próxima missão é trabalhar na Terceira Força Aérea, que cuida das aeronaves de defesa aérea do nosso país, da Aviação de Caça e Reconhecimento.

Como as aeronaves daqui da Base?
Sim, como os aviões que temos aqui em Anápolis. Eles estão subordinados à Terceira Força Aérea onde assumirei a Chefia do Estado Maior, sediada no Gama, DF.

E qual é o papel da Base, então?
A missão da Base Aérea é apoiar as unidades que aqui estão sediadas. O comandante da Base não manda avião decolar, mas sim, cuida para que o avião possa decolar, dá apoio, dá sustentação ao piloto e à família, alojamentos, estrutura, a pista e assistência em saúde. Mas quem dá a ordem para o os aviões decolarem ou não, para sair em missão ou não, é a Terceira Força Aérea, ou seja, é o que chamamos de ligações diferenciadas, a administrativa e a operacional que precisam interagir de forma harmônica para que a missão seja cumprida com sucesso.

Isso é fundamental, não?
Com certeza.. Tem até uma história ilustrativa sobre isso que costumo contar. Quando foi construído o Canal de Suez, os americanos programaram explorá-lo por 30, 40 ou até 50 anos e precisavam saber se o que investiram na construção daria retorno ou não. Mas como saber se não havia ninguém para contar os navios que por ali passariam? Então, colocaram um soldado para fazer a contagem. Num dia o soldado dizia que passavam dez navios, no outro que não passava nenhum, no outro que passava mil e os superiores descobriram que o soldado nem aparecia para trabalhar, então, colocaram três soldados para se revezarem e, para tomar conta dos três soldados, colocaram um cabo que precisaria tirar férias e, por isso, colocaram também um sargento. Mas a estrutura para controlar os navios precisou crescer tanto que o comandante virou um oficial general. Um belo dia, os superiores perguntaram quantos navios haviam passado pelo canal e o general respondeu: “Rapaz, eu aqui com um contingente de 4 mil homens, tendo o esquadrão de saúde pra tomar conta, com não sei quantos dependentes, e você me perguntando quantos navios passaram por aqui?”, quer dizer, a missão perdeu o foco. Então, é sempre importante ter em mente qual é a missão da Força Aérea Brasileira.

A atuação da Força Aérea se restringe à defesa da soberania nacional?
A missão principal da Força Aérea é manter a soberania do espaço aéreo nacional com vistas à defesa da pátria. O Comando da Aeronáutica completa, em 2011, 70 anos e o Correio Aéreo Nacional, 80, e continua fazendo um trabalho muito bom e amplo, que vai muito além dessa missão principal. A FAB também realiza diversos tipos de missões: Missão Cívico social, com assistência médica e odontológica em regiões carentes; Missão de Demonstração Aérea, como por exemplo, a Esquadrilha da Fumaça; Missão de Integração Nacional, que visa atender ou ligar regiões de difícil acesso; Missão de Misericórdia, que transporta pacientes, feridos, medicamentos, e órgãos; Missão de Transporte Especial, que faz o transporte do Presidente da República e demais autoridades do governo; Missão Humanitária que atende regiões ou países em estado de calamidade pública, entre outras. Aqui em Anápolis realizamos, uma vez por ano, a Ação Cívico Social levando assistência médica, odontológica e ações de cidadania para a população. A próxima ação está marcada para acontecer no mês de outubro, nos mesmos moldes que fizemos ano passado no Conjunto Habitacional Filostro Machado, quando atendemos mais de cinco mil pessoas.

Por que a BAAN recebeu o nome de Campo Marechal Márcio de Souza e Melo e por que decidiu-se por sua implantação justamente em Anápolis?
O Marechal do Ar, Márcio de Souza e Melo, então Ministro da Aeronáutica em 1969, escolheu Anápolis como local da implantação da nova Base devido à localização estratégica em relação à nova Capital Federal. Por isso, a área da Base recebeu este nome. “Campo” é uma forma tradicional e carinhosa de se denominar as bases aéreas como Campo Bagatelli, na França, Campo dos Afonsos, Campo de Marte e Campo Fontinelle que é a nossa Academia da Força Aérea. A escolha pela área foi difícil e, a princípio, nossa base deveria ser construída em outra cidade, o que não ocorreu graças à união e à luta dos anapolinos e goianos, lideranças classistas e políticas. Na época havia um grande êxodo para Goiânia e Brasília, cidades construídas com o apoio de Anápolis e hoje ocorre o inverso: o pessoal está vindo de Goiânia e Brasília para Anápolis, cidade que começou a mudar o seu destino com a implantação da Base Aérea em 1972/1973 e do Distrito Agroindustrial de Anápolis, o DAIA, em 1974. Tais fatores mexeram com a auto-estima dos anapolinos e hoje o município se orgulha de sua condição de pólo de segurança, pólo industrial, pólo educacional e centro logístico do Brasil.

"A Base só tem essa pujança que tem hoje por conta do apoio da cidade de Anápolis"

Falando em crescimento, o projeto de expansão da BAAN será retomado, Comandante?
O projeto está pronto desde o ano passado e faz parte do planejamento estratégico da Força Aérea. Em termos de construções o projeto quase triplica o que existe hoje, dobra a quantidade do efetivo e abriga mais aeronaves. Neste ano ainda não foi possível iniciar sua execução, porém, acreditamos que o governo irá manter o firme propósito de realizar esse investimento. Em Anápolis, temos todo o apoio necessário para essa ampliação. Temos um centro de desembaraço alfandegário, no Porto Seco Centro Oeste, o transporte com modais ferroviário e rodoviário, completado pelo modal aéreo que temos aqui na BAAN, faltando apenas a consolidação do modal ferroviário com a conclusão da Ferrovia Norte-Sul.

O Aeroporto de Cargas de Anápolis, em construção, poderá provocar problemas no espaço aéreo pela proximidade com a BAAN?
É necessário primeiramente avaliar o planejamento proposto para o Aeroporto de Cargas. A questão inicial era a pista  que apresentava convergência com a pista da Base, porém a pista já foi terraplanada para se tornar paralela. O restante seria questão de tráfego aéreo convergente para o mesmo ponto, mas acredito que não haverá nenhum empecilho de tráfego aéreo para esse crescimento. O transporte e os acessos ao aeroporto são elementos que precisam ser muito bem planejados. Preocupados com isso já fizemos estudos em nosso Instituto de Cartografia, estamos dialogando com representantes da Câmara Municipal, Associação Comercial e Industrial de Anápolis e com o vice-prefeito sobre essa necessidade. Inclusive o professor e escritor João Asmar está começando a escrever sobre o assunto, levando os anapolinos a formarem uma opinião sobre a questão. Se não nos preocuparmos com a expansão da cidade agora, acontecerá como em outros lugares em que a qualidade de vida não mais poderá ser recuperada. Por isso, já conversamos com o Prefeito Antônio Roberto Gomide e alguns Vereadores para inserirmos no Plano Diretor da Cidade a preservação das áreas em torno da Base Aérea, a fim de preservá-las respeitando o meio ambiente.

O relacionamento com a comunidade continua sendo uma das prioridades do comando?
Sim. Acho que a Base só tem essa pujança que tem hoje por conta do apoio da cidade de Anápolis, desde a inserção do nosso primeiro escritório na ACIA, com apoio dos empresários Mounir Naoum e Sultan Falluh, assim como de muitos outros que ajudaram a Base Aérea nos primeiros momentos de sua existência. Tudo isso fez com que a Base pudesse crescer, manter e participar de projetos sociais com a comunidade, a prefeitura e as entidades classistas. Veja o exemplo de nossa festa junina que neste ano praticamente dobrou o número da arrecadação de agasalhos. Nosso evento Portões Abertos é um dos maiores do Brasil com um público que chega a 60 mil pessoas. O Projeto Forças no Esporte, desde 2007, passa agora a atender 500 crianças com apoio do Ministério da Defesa, da Prefeitura Municipal, por meio das Secretarias de Educação e Esportes, do Governo Estadual, da empresa de Transporte Coletivo de Anápolis e do Juizado da Infância e da Juventude. A ideia é proporcionar um segundo tempo para alunos das escolas municipais e estaduais. Acreditamos que pelo esporte podemos formar cidadãos que valorizem os princípios morais, a disciplina e a boa conduta. Temos informações de que nas regiões onde residem as crianças atendidas pelo projeto o índice de criminalidade caiu significativamente, o que nos deixa profundamente gratificados. Ao serem assistidas, essas crianças acabam mudando a rotina dos pais, que acabam mudando a rotina do bairro e a rotina da própria comunidade como um todo. Dentro do projeto, que acontece no Brasil inteiro, acabamos descobrindo novos talentos. Agora mesmo, nos Jogos Mundiais Militares, tivemos excelentes participações de atletas revelados dentro do projeto. Nosso objetivo maior é fazer com que a criança melhore nos estudos, tenha uma visão de futuro e não fique à mercê da marginalidade naquele tempo em que os pais estejam trabalhando. Com o Projeto Forças no Esporte, mais uma vez Anápolis é considerada a sede do maior projeto do Ministério da Defesa, é exemplo para outras cidades e vamos ampliá-lo ainda mais. Juntamente com o Rotary Club e outras entidades participamos também do programa AABB Comunidade, assistindo 250 crianças, onde mantemos dois profissionais na área da cozinha e damos também atendimento odontológico uma vez por semana.

Fale-nos sobre o contingente da BAAN e de sua importância para a defesa aérea nacional.
Nosso contingente está acima de mil militares, número suficiente para cumprirmos nossa missão que é a defesa aeroespacial, principalmente do Centro-Oeste com as aeronaves Mirage 2000. Qualquer tráfego aéreo não identificado, não necessariamente hostil ou ilícito, é interceptado por uma aeronave e é obrigado a obedecer às medidas de averiguação. Dentre as medidas poderá ser forçado a mudar de rota e pousar em algum lugar para que sejam tomadas as providências necessárias de identificação e, muitas das vezes, descobre-se um transporte ilegal de armas, entorpecentes, contrabandos e outras coisas.

Quais são as aeronaves que fazem este tipo de operação?
Temos as aeronaves do Sistema de Vigilância da Amazônia, SIVAM, o R-99 e E-99, que têm cumprido muito bem a sua finalidade. Para se ter uma ideia, o número de radares de estações meteorológicas que colocamos na Amazônia equivale a uma vez e meia ao número das estações instaladas em toda a Europa. Fazemos levantamentos, por exemplo, de áreas de desmatamentos e pistas clandestinas, com imagens de altíssima precisão, detectando objetos que  não vemos a olho nu, mas que emitem calor. Também fazemos levantamento topográfico. O SIVAM tem a central em Brasília e três centros técnicos operacionais que agem coletando informações em Porto Velho, Manaus e Belém. Os investimentos se justificavam pois os dados são disponibilizados para todos os ministérios, para a Funai, os Comandos Militares, a Polícia Federal, a Receita Federal e, desse modo, são absorvidos segundo cada necessidade.

"O Conselho de Meio Ambiente é imprescindível neste momento para melhorar a qualidade de vida da população"

É interessante o alcance.
Sim. O Sistema cumpre a finalidade de ajudar a preservar, a mapear, a detectar os eventos que estão acontecendo, como queimadas e desmatamentos. As aeronaves e sua tecnologia são um divisor de águas no conhecimento em termo de imagem para o Brasil e poucos países possuem aeronaves como essas.

Existe uma troca de gentilezas entre a BAAN e a comunidade anapolina que é bastante positiva. Essa parceria objetiva também a busca de uma melhor qualidade de vida?
Neste momento, estamos colaborando com a elaboração do Código de Postura Municipal colocando nossas considerações referentes às vilas militares e à Base Aérea. Queremos fazer o mesmo com o Plano Diretor por acreditarmos que Anápolis poderá se firmar como uma cidade na qual todo brasileiro vai querer morar ou conhecer por se tratar de uma cidade que cresceu corretamente, dando condições de investimentos e qualidade de vida. É uma cidade urbana, mas que ainda dispõe de um ambiente rural propiciado pela proximidade dos rios Corumbá e Araguaia, do lago de Serra da Mesa, Pirenópolis, Caldas Novas, enfim, próximo do salutar contato com a natureza. Felizmente, o nosso prefeito está fazendo um trabalho sério, com um gabinete técnico e que está tendo a aprovação da população. A Base Aérea e eu, como comandante, não queremos ficar fora desse momento, mas sim continuar participando dos eventos sociais, do Conselho da Cidade para o Sistema Prisional, de todas as ações possíveis que digam respeito ao bem-estar da comunidade. Estamos precisando do Conselho de Meio Ambiente que é imprescindível neste momento para melhorar a qualidade de vida da população e estamos abertos a colaborar também nesse sentido.

Pelo que foi dito o senhor deixa a Base com parcerias fortalecidas...
Certamente. Quando assinamos o nome da Base Aérea em eventos ou projetos, há forte credibilidade, até mesmo porque procuramos sempre preservar a instituição, muito antes do próprio comandante, por ela ser perene e nós não.

Que ações a BAAN desenvolve em termos de preservação ambiental?
Referente a ações ambientais é preciso registrar atividades que vêm sendo desenvolvidas pela Base Aérea como o Projeto Cerne ou Controle de Erosões com Reflorestamento de Espécies Nativas e Exóticas. Neste projeto, o Capitão Rodrigues e sua equipe vem se dedicando com afinco e obtendo excelentes resultados bastante positivos tendo, inclusive, defendido tese de pós-graduação com o tema relacionado à recuperação de áreas que foram degradadas no perímetro da BAAN. Essas ações são realizadas com o apoio da Universidade Estadual de Goiás, Emater, Embrapa, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura e Governo de Goiás. Estamos em contato com doutores nessa área, temos o apoio do engenheiro agrônomo João Asmar Filho e queremos ampliar o grupo para expandir as ações indo ao encontro da proposta do Programa Nascentes Cidadãs da revista Planeta Água. Temos na BAAN a área de cerrado mais preservada do município de Anápolis e estamos trabalhando para que ela continue assim e já ultrapassamos o plantio de 14 mil mudas de árvores, recuperando algumas áreas da BAAN. Estamos também prestes a inaugurar um viveiro de mudas do cerrado, com capacidade de até oito mil mudas. Assim, poderemos nos tornar um pólo de irradiação e referência em preservação.

Algum projeto novo neste sentido?
Desde o ano passado, realizamos a coleta seletiva de lixo e reduzimos o consumo de papel com a utilização do sistema eletrônico de documentos. Um documento que gerava cinco papéis, hoje gera somente um. O papel e material plástico são coletados e colocados em lixeiras separadas e a coleta seletiva é feita também nas vilas militares. O material orgânico é doado para criadores de suínos e o lixo hospitalar também é totalmente separado e tem destinação específica. O óleo de cozinha usado, tanto o utilizado na BAAN, quanto nas vilas militares, é recolhido pela Prefeitura da Aeronáutica e trocado por óleo novo, graças a uma parceria com a Granol, com 4 litros de óleo usado correspondendo a um 1 litro de óleo novo, os quais, posteriormente, são doados para famílias ou instituições carentes. Há cerca de um mês foram doados 160 litros de óleo e essa quantidade não é maior pelo fato de que toda a alimentação da Base é feita de forma regenerada, utilizando a própria gordura do alimento e os militares da BAAN têm utilizado cada vez menos óleo de cozinha por estarem mudando a maneira de cuidar da saúde. A Saneago é outra grande parceira da BAAN e mais um exemplo de que todos estão sempre dispostos a colaborar de alguma forma. A empresa tem um reservatório dentro das nossas vilas militares. Além disso, na Base, temos duas estações de tratamento de esgoto e também de efluentes químicos. Temos uma estação para a lavagem das aeronaves e todo o material resultante passa por diversos processos de filtragem e purificação antes de sua destinação final. Realizamos também o recolhimento de pilhas, baterias e carregadores de celular usados numa ação em parceria com o Banco Santander. E ainda, na entrada da Base, colocamos aquecimento solar no prédio da equipe de serviço, já temos mais alguns prédios com o mesmo sistema e a ideia é ampliar o número de placas solares. Temos também quatro geradores que com facilidade suprem a nossa necessidade sempre que for preciso. Tudo isso com o objetivo de poupar energia e evitar desperdício, o que significa não só economizar recursos financeiros, mas também economizar recursos naturais. Essa é a nossa opção. Ao fazer a nossa parte a gente economiza e a Base ganha, a cidade ganha, o país e o planeta ganham. Mas, para isso, é necessária a participação de todos, é preciso convencer nossos governantes a tomarem a iniciativa, lembrando sempre que o primeiro passo tem que ser individual e depois, junto com a sociedade organizada, utilizar o bem público em favor da comunidade.

Está chegando a hora de deixar Anápolis. O que fica? A consciência do dever cumprido ou também muita saudade, Comandante?
Ambos, com certeza. Nunca me senti tão acolhido ou com tanta condição de poder executar aquilo que eu sempre quis fazer. A gente diz que nunca pode esperar a ascenção a um determinado posto pra poder fazer aquilo que se quer fazer. Acho que as coisas têm que ser construídas aos poucos, de baixo pra cima, do alicerce para o telhado. Pensando assim, percebi que as coisas construídas ao longo do tempo, agora estão sendo concretizadas, principalmente pela vontade do pessoal que tenho a meu lado. Não fazemos nada sozinhos e aqui na Base, quando peço uma solução, o efetivo vem logo com três. Isso é muito bacana porque irradia. São catalisadores que fazem com que o processo continue. Tenho plena certeza de que eu vou embora e de que o próximo comandante será contaminado por isso. Ele vai ser contaminado porque as pessoas que estão aqui em volta já absorveram essa prática de querer fazer bem feito logo na primeira vez, ao invés de deixar a situação correr ao sabor dos ventos.

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