Baixo rendimento no exame da ordem: No último exame reprovou 88,275% dos inscritos. Na edição anterior, índice já havia chegado perto dos 90%
Matéria publicada em 03/08/2011, às 18:30:27

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou no dia 05/07 a lista de 90 instituições de ensino superior com aprovação zero no último exame da entidade. Essas faculdades tiveram 1.153 do total de 106.891 inscritos na prova. O exame, realizado em dezembro de 2010, reprovou 88,275% dos 106.891 bacharéis em direito inscritos. Apenas 12.534 candidatos foram aprovados, de acordo com a OAB.

Indice de reprovação
O índice de reprovação da edição anterior já havia chegado a quase 90%. A prova é realizada pela Fundação Getulio Vargas cuja assessoria informou que a lista com os nomes dos aprovados foi disponibilizada na internet no dia 19 de junho. "O presidente (da OAB) vai notificar o Ministério da Educação para colocar todas elas em regime de supervisão, que pode levar ao cancelamento", disse o secretário-geral da Ordem, Marcus Vinícius Furtado Coelho.
O MEC registra 1.120 cursos superiores de direito no país. São cerca de 650 mil vagas, segundo a OAB. Atualmente o MEC faz supervisões a instituições que têm mau desempenho no Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade). “Isso é reflexo, infelizmente, do ensino jurídico do Brasil", disse o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. Estudo feito por ele com dados dos quatro exames anteriores ao de dezembro de 2010 mostra que as 20 melhores instituições de ensino superior públicas aprovam, em média, entre 70% e 90% dos candidatos inscritos. Nas 20 piores universidades públicas e nas 20 melhores universidades privadas, a aprovação média é de 40% a 60%. Já as 20 piores instituições particulares aprovam entre 3% e 5%. “Isso puxa para baixo o número de aprovações. Infelizmente, o maior número de estudantes está nas faculdades privadas”, disse Cavalcante.

Goiás
As três faculdades goianas que não tiveram alunos aprovados no Exame da Ordem foram: Faculdade Evangélica de Goianésia, que consta cadastrada como Faculdade Betel de Goianésia, Faculdade de Caldas Novas (Unicaldas) e Faculdade Raízes de Anápolis. Os diretores, ouvidos pela reportagem, reclamam que o método utilizado pela OAB para aplicar a prova não é o adequado.
O objetivo da OAB, explica o presidente da seccional goiana, Henrique Tibúrcio, é requerer ao MEC que tais faculdades sejam colocadas em regime de supervisão. As instituições de ensino submetidas a este regime têm seus índices de aprovação em exames de proficiência acompanhados de perto pelo MEC e devem cumprir algumas metas estabelecidas pelo Ministério, sob pena de serem penalizadas com redução de vagas, suspensão de cursos e, em casos extremos, fechamento. "O problema é o de sempre, a péssima qualidade do ensino jurídico praticado por algumas faculdades. O pior é que novas vagas são comumente abertas em instituições de ensino que aprovam menos. Por isso, a OAB acionou o MEC", afirma Tibúrcio.

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