TJDFT inaugura o Fórum Verde: CAENGE foi a construtora responsável pela primeira obra sustentável do judiciário brasileiro
Matéria publicada em 24/05/2011, às 18:42:23

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Com uma concepção dinâmica e inovadora, o novo Fórum resultou na primeira obra do Centro-Oeste e a primeira do judiciário brasileiro a atender às premissas para requerimento de certificação do Green Building Council (LEED). O prédio do Fórum Verde do Distrito Federal foi recebido neste mês de março pelo presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Otávio Augusto Barbosa. A CAENGE S.A. - Construção, Administração e Engenharia, responsável pela obra, fez a entrega provisória da construção no dia 14 de março. A solenidade oficial de inauguração da nova unidade judicial está prevista para 29 de abril, após a ocupação do prédio, que irá abrigar as oito varas de Fazenda Pública e a Vara do Meio Ambiente do DF.

Pioneirismo
A construção inovadora coloca o TJDFT como instituição única a ter o certificado LEED em todo o Brasil. A obra envolveu profissionais multidisciplinares e integrou conceitos ecologicamente reconhecidos, desde a concepção do edifício, o que impactou diretamente na certificação da obra. Iniciada na gestão anterior (2008/2010), a obra foi concluída pela atual gestão (2010/2012). Desde 2008, o Tribunal desenvolve ações socioambientais por meio do programa "Viver Direito" e a obra é mais uma entre as ações previstas no programa. A previsão é de que a obra alcance todos os requisitos necessários para obter, ainda, o "Selo Ouro", fornecido pela U.S. Green Building Council (USGBC). Apenas dez construções de todo o Brasil possuem a certificação e, caso o Fórum a obtenha, será o único do Centro-Oeste e do judicário brasileiro. A edificação aproveitou, ao máximo e em todos os ambientes, a iluminação natural e a ventilação cruzada, o que garantiu a redução do uso de iluminação artificial e do ar-condicionado, o que resultará na economia de energia. A leve rotação do edifício dentro do terreno permitiu a criação de floreiras em todos os pavimentos, humanizando o ambiente de trabalho e auxiliando na proteção solar e na melhoria da qualidade do ar. O Fórum possui ainda cobertura ajardinada, o que reduz a carga térmica do edifício, além de uma estação compacta de tratamento de efluentes, a captação de águas pluviais;  e o reuso de águas pluviais e cinzas para fins não potáveis, como descarga, lavagem de pisos e irrigação de jardins. Também foram usados metais e sanitários que permitem economia no consumo de água. Além disso, toda a madeira utilizada nas paredes divisórias é comprovadamente proveniente de reflorestamento. As tintas, mantas e colas empregadas foram testadas em laboratórios independentes, obedecendo às normas técnicas mais restritivas de liberação de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs).

Preservação
Detalhe importante do Fórum Verde está na localização no terreno, que permitiu a retirada mínima da vegetação nativa para o início das obras e possibilitou que o edifício, após concluído, ficasse totalmente integrado com o entorno. O prédio oferece ainda outra vantagem: a proximidade com a Procuradoria Geral do GDF, principal parte nas ações que tramitam nas Varas de Fazenda e do Meio Ambiente, o que vai facilitar o acesso dos magistrados, servidores e dos jurisdicionados que demandam nas unidades judiciais. O Fórum vai integrar o conjunto de fóruns que fazem parte do complexo da circunscrição judiciária de Brasilia, incluindo o Fórum Milton Sebastião Barbosa, prédio principal; o Fórum Julio Leal Fagundes; o Fórum Fabrini Mirabe; a 1ª VIJ; e, agora, o Fórum Verde. A obra foi projetada pela Zanettini Arquitetura, com a colaboração do setor de Engenharia e Arquitetura do TJDFT. Segundo a CAENGE, a construção buscou atender aos critérios para a certificação LEED durante as diversas etapas da construção. Para isso, os engenheiros da construtora se preocuparam em racionalizar os sistemas construtivos, o que possibilitou a redução de desperdícios e impactos na vizinhança. "Ao todo, foram aplicados 20% de materiais reciclados na obra e 40% de materiais regionais, produzidos em um raio de 800 km de distância da obra.

Também foi utilizada a gestão sustentável de resíduos durante a execução do prédio, garantindo que 75% dos resíduos gerados fossem reaproveitados ou reciclados.""Nosso desafio não foi só viabilizar a máxima redução dos impactos ambientais na fase de construção, mas também possibilitar que ganhos efetivos fossem alcançados durante o uso futuro do edifício, seja por meio da maior eficiência energética do edifício e seus sistemas, seja pelo conforto ambiental em ambientes internos, o que permitirá que os usuários tenham um melhor desempenho em suas atividades cotidianas.
Com o know how adquirido durante a execução desta importante obra, a CAENGE inaugura uma nova fase para os seus empreendimentos futuros", afirma Marco Aurélio, diretor da CAENGE Ambiental.

A empresa
A Caenge S.A - Construção, Administração e Engenharia, fundada em Brasília em dezembro de 1979, é resultado da idealização do engenheiro civil Cássio Aurélio Branco Gonçalves, que já foi presidente da Fibra e do Sebrae/DF, vivências que lhe abriram horizontes. Partindo da execução de obras de infraestrutura e de edificações públicas e privadas, a empresa expandiu-se e conquistou reconhecimento também como incorporadora imobiliária, tendo ultimamente ampliado a sua presença em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba.
Em 1999 fundou a subsidiária CAENGE Ambiental, que desenvolve e implementa projetos de engenharia ambiental, mais especificamente nos setores de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, recuperação de áreas degradadas e de demolição e construção sustentáveis.

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