COP16: Reunião mundial em prol do clima: Continua no papel as decisões para redução do aquecimento global
Matéria publicada em 09/01/2011, às 15:33:59

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COP16


A 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-16) teve início dia 29/11, com discurso de abertura do presidente mexicano Felipe Calderón que destacou os grandes impactos ambientais que o mundo sofreu em 2010, como as fortes chuvas no México, desastres que mataram mil pessoas na Guatemala, seca na África, inundações no Paquistão e incêndios na Rússia.
Calderón foi incisivo em suas palavras para tentar estimular os representantes dos 193 países presentes na COP16 a assumirem uma postura firme em busca de acordos que beneficiem toda a sociedade mundial. "Não estamos negociando sozinhos (...), mas em nome de toda a humanidade. O mundo espera uma resposta de nós.", destacou o presidente mexicano.

Brasil
No apagar das luzes da COP-16, o Brasil oficializou um plano relacionado à mudança do clima, o qual prevê a redução da emissão de 730 milhões de toneladas de CO2 até 2020. Essa redução é referente às emissões feitas pelo setor da agricultura, o qual, segundo as Nações Unidas, é responsável por 14% das emissões de gases que causam o efeito estufa. Esse plano está no contexto da COP-16, Conferência sobre Mudança Climática encerrada na madrugada do dia 11/12, em Cancun, no México.
Como resultado do encontro, foi aprovado um fundo de ajuda para os países em desenvolvimento, o “Fundo Verde”, que destinará 100 bilhões de dólares por ano, equivalentes a 170 bilhões de reais, às nações mais pobres, que deverão empregar o montante no combate às mudanças climáticas.

Kyoto
Também foi adotado um pacote de medidas, batizado de “Acordos de Cancun”, para conter a emissão de gases de efeito estufa (a entrar em vigor após o término da validade do Protocolo de Kyoto, em 2012). O novo acordo prevê um sistema de maior prestação de contas, por parte dos governos, sobre o combate ao aquecimento global. Além disso, os países comprometeram-se a ações concretas para proteger as florestas do mundo. Os “Acordos de Cancun” ainda não são um instrumento jurídico vinculante, como o é o Protocolo de Kyoto e, novamente, não foram estipulados compromissos muito precisos. Os próximos ajustes serão em Durban, África do Sul, no final do ano que vem.
Rio + 20

E para 2012, as Nações Unidas irão realizar, no Rio de Janeiro, outra conferência sobre Mudança Climática. O evento, intitulado Rio + 20, irá comemorar os 20 anos da Eco-92, além de avaliar os progressos alcançados desde 1992 na proteção do meio ambiente. No geral, não houve avanços significativos na COP-16.

Discussões técnicas dominaram a plenária final da COP-16, Conferência do Clima, que acabou na madrugada do dia 11/12, em Cancún, no México. A Bolívia foi o único dos 194 países membros a não concordar com o texto apresentado. À revelia dos bolivianos, a presidente da COP, Patrícia Espinosa, aprovou a adoção do pacote balanceado de Cancún. Ele, na verdade, só implementa questões já acordadas anteriormente como financiamento, adaptação, transferência de tecnologia e florestas.
Já a presidente da COP disse que o consenso não era dar o direito de veto a um único país. “As regras de consenso não significam unanimidade. Sua posição estará na ata da Conferência, mas a decisão está tomada”, declarou. Pelas regras da Convenção, é necessário consenso para que uma decisão seja adotada na COP.
O primeiro período de compromissos do protocolo de Kyoto vai até 2012 e depois não há outro acordo global que mantenha as metas. O segundo período de comprometimento, com novas metas para os países desenvolvidos (menos os EUA), não foi atingido apesar de esforços do Brasil e dos países em desenvolvimento. Os países empurraram para a COP-17, em Durban, na África do Sul, quando devem ser decididas novas metas no protocolo e valores a serem adotados.



MinistraMinistra em Anápolis

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o presidente do Ibama, Abelardo Bayma, superintendentes do Ibama e demais autoridades de órgãos parceiros participaram, no dia 02/12 em Anápolis, da abertura da reunião do Plano Anual de Proteção Ambiental 2011 - PNAPA. Durante dez dias, chefes de fiscalização e coordenadores de fogo, de emergências ambientais e de monitoramento ambiental do Ibama discutiram o planejamento das ações do Ibama nessas áreas para 2011.
O evento teve como palco a Estância Park Hotel. Entre os participantes estava o superintendente do Ibama em Goiás, Ary Soares, que atuou como anfitrião da ministra Isabella Teixeira (foto).



Mãos à obraMãos à Massa

Não importa o segmento: as mulheres conquistam espaços cada vez maiores e mais importantes e não se intimidam diante dos desafios que exigem habilidade, força e sacrifício. Este é o caso das operárias da construção civil, Elaine Moreira da Costa, casada, mãe de um filho e de Cintia Lopes e Carmecita Pereira. Elaine revela que decidiu ser pedreira porque  gosta e acha bonito e, além disso, é rentável.
"Não sofro nenhum preconceito por ser pedreira e acho que também as mulheres podem exercer a profissão sem qualquer problema", revelou. As três e outras profissionais estão registradas na Construtora João de Barro, de propriedade de Divino Costa da Silva. O rendimento e o resultado são excelentes, afirmou o empresário.


 

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