WikiLeaks revela o que os EUA pensam dos líderes mundiais: Um dos maiores escândalos de 2010 gerado pela publicação de documentos secretos dos Estados Unidos
Matéria publicada em 09/01/2011, às 15:08:21

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Os diplomatas são conhecidos pelo tom politicamente correto de suas declarações públicas, mas documentos secretos americanos divulgados no final de novembro pelo site WikiLeaks revelam o que os funcionários de Washington pensam a portas fechadas. As centenas de milhares de documentos diplomáticos secretos, divulgados pelo WikiLeaks a vários jornais do mundo, revelam descrições pouco amistosas de líderes mundiais.

Em seguida, relacionamos as de maior destaque:

- Presidente da Argentina, Cristina Kirchner
O jornal El País, de Madri, anunciou este domingo que um dos documentos recebidos do site WikiLeaks diz que o Departamento de Estado americano pediu à embaixada em Buenos Aires informações sobre "o estado de saúde mental" da presidente.

- Presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Um vice-secretário americano, Philip Gordon, recompila uma conversação com um conselheiro presidencial francês, Jean-David Lévitte, na qual o segundo disse que o presidente venezuelano está "louco" e disse que até mesmo o Brasil não podia apoiá-lo. Outro documento mostra que a diplomacia americana trabalhou para isolar o presidente venezuelano.

-Primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi
Um importante diplomata o descreve como "irresponsável, vão e pouco eficaz como líder europeu moderno". Outro documento o descreve como "frágil física e politicamente", que não descansa apropriadamente por causa das festas que dá até altas horas da madrugada.

-Líder líbio, Muammar Kadafi
Um texto diz que Kadafi é "quase obsessivamente dependente de um pequeno núcleo de funcionários de confiança" e aparentemente não pode viajar se não o fizer acompanhado de uma "voluptuosa" enfermeira ucraniana. Acredita-se, segundo o site, que Kadafi tenha medo de voar sobre o mar e de pernoitar em andares altos de edifícios.

Reação
A campanha de intimidação massiva contra o WikiLeaks está assustando defensores da mídia livre do mundo todo. Veja o posicionamento, por exemplo, do site Avaaz que sai em defesa de Julian Assange, o criador do Wikileaks:
"Advogados peritos estão dizendo que o WikiLeaks provavelmente não violou nenhuma lei. Mas, mesmo assim, políticos do alto escalão dos EUA estão chamando o site de grupo terrorista, porém, o WikiLeaks só publica informações passadas por delatores. Eles trabalham com os principais jornais (NY Times, Guardian, Spiegel) para, cuidadosamente, selecionar as informações que publicam.
A intimidação extra judicial é um ataque à democracia. Nós precisamos de uma manifestação publica forte e imediata pela liberdade de expressão e de imprensa".

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