Justiça na Praça bate récorde histórico: O Casamento Comunitário atendeu 960 pessoas carentes
Matéria publicada em 09/01/2011, às 13:13:15

Ver mais de Edição Novembro 2010 - Elas pedem licença

Ver outras Edições

Justiça na Praça, evento beneficente
Desembargadores Francisco Valente e Amaral Oliveira

A consolidação de uma Justiça democrática e ao alcance dos mais humildes foi a principal marca deixada pela 2ª edição do Projeto Justiça na Praça, realizado nos dias 17, 18 e 19 de novembro com mais de 3 mil atendimentos. Num esforço concentrado, o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Paulo Teles, juízes auxiliares da Presidência do TJGO, servidores e juízes voluntários se uniram em torno de um único objetivo: tornar a Justiça acessível ao cidadão comum, esclarecendo suas dúvidas, orientando-o de forma correta com relação aos seus direitos, desmistificando a figura de um Judiciário distante, indiferente e frio às suas reais necessidades. O resultado não podia ser mais positivo: 3.190 atendimentos em apenas três dias, incluindo o DPVAT. O número superou as expectativas e ultrapassou a edição passada que contabilizou 1.254 atendimentos em dois dias.

Justiça democrática
Foi com a esperança de conseguir obter a pensão alimentícia para o filho, cujo processo tramita na Justiça há dois anos, que a doméstica Maria de Nasaré Rocha Milhomem, de 39 anos, procurou atendimento judicial durante a realização da 2ª edição do Projeto Justiça na Praça. Ela agora acredita que está a um passo da solução definitiva para seu problema e classifica a ação como algo vindo de Deus. “É coisa de Deus, eu liguei a tv assim que acordei e vi a jornalista falando sobre o Justiça na Praça. Sai correndo de casa e vim direto procurar atendimento”, contou. Maria já tem planos para quando começar a receber a pensão.

Já o operador de impressão gráfica, Miquerinos Couto esperou ansioso pelo atendimento na banca de conciliação de DPVAT. Em 2007, ele sofreu um acidente de moto e o motorista do veículo que o atropelou saiu do local sem prestar assistência. Depois de três anos de espera, ele já tem planos para o dinheiro que espera receber. “Quero fazer uma cirurgia de implante nos dentes com o dinheiro do seguro. A gente precisa cuidar da saúde”, frisou. Apesar de passarem por dificuldades diferentes, Maria Milhomem e Miquerinos Couto têm algo em comum: ambos são testemunhas vivas da consolidação de uma Justiça democrática e ao alcance dos mais humildes, nunca vista antes na história do Judiciário goiano.

Casamento comunitário
No último dia do evento foi realizado o casamento comunitário, promovido pelo TJGO e pela Organização das Voluntárias do Judiciário (OVJ), presidida por Maria do Socorro Ribeiro Teles, com o apoio do Governo de Goiás, atendendo mais de 840 pessoas convidadas, além dos 120 casais que realizaram o sonho de dizer o tão almejado sim, sem gastar nenhum centavo com a cerimônia totalizando, dessa forma, o atendimento a 960 pessoas carentes. O primeiro júri a ser realizado em praça pública do País, presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, mentor do Júri na Praça, contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas entre estudantes de Direito, advogados voluntários e público em geral. Somente o presidente do TJ realizou uma média de 70 atendimentos comprovando, dessa forma, que o Judiciário goiano está de cara nova e ganhou uma roupagem mais leve, popular e humanizada.


Corte especial
Dois novos desembargadores


Em sessão extraordinária administrativa, realizada na Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, os desembargadores apreciaram os requerimentos de acesso a duas vagas no cargo de desembargador. Quatro magistrados concorreram à vaga por critério de antiguidade e outros nove à vaga por critério de merecimento.

Antiguidade
De acordo com o critério de antiguidade, o juiz substituto em segundo grau Francisco Vildon José Valente foi escolhido para a vaga do desembargador Abrão Rodrigues de Faria. O magistrado possui 21 anos, 9 meses e 8 dias de tempo na entrância e havia sido convocado em agosto deste ano pelo presidente do TJGO, desembargador Paulo Teles para, até o provimento, responder pelo cargo de desembargador que havia sido vago em face da aposentadoria compulsória de Abrão Rodrigues.
Também concorreram à vaga os juízes: José Paganucci Júnior, de Itumbiara, com o tempo de 21 anos, 9 meses e 5 dias; José Carlos de Oliveira, da Auditoria Militar e Gerson Santana Cintra, substituto em segundo grau, com 19 anos e 18 dias.

Merecimento
Pelo critério de merecimento, o juiz Amaral Wilson de Oliveira, que já havia figurado em lista anterior, recebeu 1.600 pontos em sua avaliação e assumirá o cargo na vaga do desembargador aposentado Felipe Batista Cordeiro.
Concorreram com ele os seguintes juízes: Maria das Graças Requi (1.600), Carlos Roberto Fávaro (1.163), Elizabeth Maria da Silva (1.572), José Carlos de Oliveira (1.276), Gerson Santana Cintra (1.263), Fernando de C. Mesquita (1.218), Wilson Safatle Faiad (1.317) e Sandra Regina Teodoro Reis (1.352).


Texto: Carolina Zafino/Fotos: Wagner Soares


 


 

Ver mais de Edição Novembro 2010 - Elas pedem licença

Ver outras Edições

Copyright © 2015 - Todos os direitos reservados.

A Revista Planeta Água é uma publicação mensal da Versátil Consultoria em Direito e Comunicação Social

Rua Benjamin Constant, 2018 - Centro / Anápolis-GO

Telefones: (62) 3311-3489 / 3706-8000