A criança e o saco de feijão: A necessidade de cuidado e carinho ostentada pelos pequenos
Matéria publicada em 04/06/2010, às 17:42:04

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Carlos José Limongi Sterse é Juiz de Direito do Juizado da Infância e Juventude de Anápolis e Rotariano

Por: Carlos José Limongi Sterse

Qual é a diferença entre uma criança e um saco de feijão? A resposta é bastante simples, porém, um tanto complexa. Uma criança é uma criança e um saco de feijão, um saco de feijão. Eu não disse que a resposta era simples?

Pois é... Uma criança  é um ser dotado de alma e sentimentos, necessitando de amor, carinho, compreensão, escola, alimentação, lazer, cultura, esporte, família, atenção, enfim, uma criança precisa ser tratada e respeitada como um ser em desenvolvimento e ter atendidas todas as suas necessidades básicas.
Para chegarmos a esta conclusão basta lembrarmos que já fomos criança um dia e que somos responsáveis por educar e prover tantas outras como pais que somos ou seremos.

E o que o saco de feijão tem a ver com isso?
Bem, como já disse, um saco de feijão é um saco de feijão, ou seja, é um alimento que, se não consumido dentro de um determinado prazo, apodrece e deve ser jogado no lixo.

Respondendo a questão, o saco de feijão tem muito a ver com isso, pois tenho visto que várias pessoas, principalmente algumas autoridades dos três poderes constituídos, dos três níveis de governo, bem como Conselheiros Tutelares e Conselheiros de Direitos, entre tantas outras, não sabem fazer esta simples, porém complexa, distinção e tratam a criança como um saco de feijão: não respeitam seus direitos básicos, não implementam políticas sociais sérias e eficazes, não prestam o devido atendimento quando solicitados e nem mais se compadecem quando encontram uma criança abandonada.

Por falar nisto, alguém já viu um saco de feijão abandonado?

Muitos rotarianos se lembram do Aprendizado Agrícola Sócrates Mardocheu Diniz, onde se realizava um trabalho de excelência com crianças e adolescentes carentes.
O Aprendizado surgiu como contrapartida do governo estadual na doação que recebeu do Rotary Club Anápolis de grande parte da área ocupada pelo Distrito Agroindustrial de Anápolis e adjacências, constando na escritura de doação uma cláusula que estabelece que caso aquela área em que funcionava o Aprendizado não fosse utilizada para a promoção dos direitos da infância e juventude, toda a área doada voltaria à posse e ao domínio do Rotary Club.

Pois bem, o Estado de Goiás foi notificado para dar a devida destinação à área e esperamos o empenho dos companheiros Rotarianos, principalmente dos que teem ligação com o governo estadual, para que a questão seja resolvida com o trato e o respeito devidos. Afinal, uma criança é uma criança e um saco de feijão é um saco de feijão.

Eu não disse que a resposta era simples, porém complexa?

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