O ensino levado a sério: O olhar sobre a paisagem como referência para uma abordagem didática
Matéria publicada em 16/05/2010, às 16:05:04

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Profª. Adriana Sousa



Na percepção de um mundo comandado pela agilidade das informações verifica-se a necessidade do uso de diversos métodos de ensino que torne atrativo a busca do conhecimento pelos alunos.

Dessa forma, o estudo do espaço local e de suas adjacências torna-se elemento fundamental dentro da prática educativa, pois permite a análise e associação dos elementos sociais, culturais e ambientais de sua própria realidade. Nessa vertente o aluno descobre que vários conceitos e teorias aplicadas nas diversas ciências estão contemplados no seu cotidiano.

Esse fato favorece o processo ensino aprendizagem, propiciando o fator “EUREKA”, ou seja, a descoberta de algo que passa despercebido no dia a dia e que de repente faz parte da explicação em sala de aula. Esse novo olhar pela paisagem natural e social é uma prática utilizada pelos docentes do Colégio São Francisco a partir de várias visitas que ocorrem durante o ano letivo.

Memorial do Cerrado, Pirenópolis, Brasília, City Tour em Anápolis, são alguns dos locais e cidades escolhidas para dinamizar o roteiro de atividades das disciplinas de Geografia, História, Biologia, Química e

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arte que de maneira interdisciplinar e contextualizada envolve o aluno com as tradições culturais, belezas naturais, arquitetura, economia, política local e regional.

Sempre acompanhados dos professores e guias locais percebe-se o interesse, a motivação e a descontração entre os grupos participantes da visita, favorecendo a relação interpessoal tão necessária no mundo virtual da atualidade.

Como afirma SIMAN (1999) “a educação escolar tem, cada vez mais, buscado estabelecer um diálogo com outros espaços culturais com vistas a explorar o que esses espaços oferecem para a aquisição de conhecimento por meio do emprego de outras linguagens e ferramentas.

A adoção do trabalho de campo como processo de construção do conhecimento, também contribui para que o aluno se conscientize como sujeito crítico de sua história e do ambiente onde atua e se aproprie efetivamente de novos saberes”.

Conciliar lazer e estudo colaboram para desconstruir o mito de que só a sala de aula produz saberes e que a aquisição dos mesmos não pode ser algo prazeroso.

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Profª. Ms Adriana Sousa do Nascimento

Referência Bibliográfica: SINAM, Lana Mara de Castro.
Práticas culturais e práticas escolares: Aproximações e especificações e especificidades no ensino de História.

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