Energia solar, alternativa limpa: A energia fotovoltaica e o crescimento acelerado de uma das principais fontes de energia auternativa da atualidade
Matéria publicada em 14/05/2010, às 20:20:14

Ver mais de Edição Março 2010 - Se cada um fizer a sua parte

Ver outras Edições

Painéis captam a luz do sol e produz energia limpa

O  crescimento acelerado da energia solar fotovoltaica na Alemanha, que em um ano começou a produzir quase um terço da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu somente a partir de painéis fotovoltaicos instalados em residências e instituições públicas e privadas, levou o governo alemão a anunciar um corte de 15% nos subsídios às tarifas pagas à produção das novas instalações comerciais e industriais em ambiente urbano e, de 15% e 25%, a partir de julho em ambiente rural, para instalações em campo aberto e em propriedades agrícolas, respectivamente.
Norbert Rottgen, ministro alemão do Ambiente garantiu, no entanto, que a produção de energia solar fotovoltaica destinada apenas ao uso familiar ou pessoal irá receber subsídios 42% mais elevados do que os atuais.
A publicação online EurActiv salienta também que “os subsídios às tarifas elétricas solares têm estado sob pressão, porque os preços dos painéis solares na Alemanha caíram cerca de 1/3 devido à grande oferta no mercado verificada no ano passado”.

O exemplo japonês
No Japão, o governo acaba de lançar um programa que permite aos proprietários de casas, hospitais e escolas vender às grandes companhias energéticas do país o excedente de eletricidade produzido pelas placas solares instaladas em seus prédios, a exemplo do que já ocorre na Alemanha. O plano quer fomentar a geração de energia solar no setor privado no Japão e regular a compra por parte das companhias elétricas do excedente de quilowatts “limpos” de particulares, colégios e hospitais a um preço maior que o do mercado.
Assim, as companhias pagarão 48 ienes (0,36 euro) por cada quilowatt a mais gerado por hora nas casas e a metade desse preço pelos gerados em escolas e hospitais.
O objetivo é dar incentivos aos cidadãos para que instalem painéis solares em seus telhados de modo que “o Estado não tenha que investir nem um iene”, disse o vice-primeiro-ministro NaotoKan.
O programa estará em vigor durante os próximos dez anos, enquanto o governo espera iniciar outro programa em 2011 que permitirá às companhias elétricas adquirir toda a energia solar gerada em lugares privados, e não só os quilowatts excedentes. Para cobrir o aumento de custos, as companhias energéticas japonesas planejam subir em 30 ienes (0,22 euro) a fatura da eletricidade para todos os cidadãos a partir de abril próximo.

Incentivos
O número de casas no Japão com placas geradoras de energia solar aumentou nos últimos meses graças, principalmente, ao programa de incentivos introduzido pelo governo em janeiro passado, segundo o Ministério da Economia japonês.
O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, se comprometeu a reduzir as emissões de CO2 do Japão em 25% frente aos níveis de 1990, para o ano 2020.
Cresce, em todo o mundo, os investimentos em fontes de energias renováveis e, entre elas, destaca-se a Energia Solar Fotovoltaica, área da ciência e tecnologia que trata da conversão direta da energia solar em energia elétrica e suas aplicações e que utiliza um sistema de células solares de silício cristalino.
A estrutura mais básica desse sistema é composta de uma lâmina de silício na qual são introduzidas impurezas doadoras, denominadas de tipo “n”, ou aceitadoras, denominadas de tipo “p”, e de contatos metálicos na face frontal e posterior.
Em consequência, é criado um campo elétrico no interior do material. Para diminuir a reflexão dos raios solares, deposita-se sobre a superfície um filme antirreflexo.
Ao incidir radiação solar, produz-se tensão e corrente elétrica se o dispositivo for conectado a um circuito externo.
As melhores células de silício fabricadas em laboratório atingem eficiências de 24,7% e na indústria são obtidas eficiências de até 22%, porém, com desenhos bastante complexos. Em linhas industriais convencionais, fabricam-se células de 12% a 15% de eficiência.

Ver mais de Edição Março 2010 - Se cada um fizer a sua parte

Ver outras Edições

Copyright © 2015 - Todos os direitos reservados.

A Revista Planeta Água é uma publicação mensal da Versátil Consultoria em Direito e Comunicação Social

Rua Benjamin Constant, 2018 - Centro / Anápolis-GO

Telefones: (62) 3311-3489 / 3706-8000