Sangue raro salva milhões de bebês: Australiano faz quase mil doações de sangue em uma década e colabora com pesquisas como voluntário
Matéria publicada em 14/05/2010, às 15:20:04

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James Harrison, 74 anos, se torna protagonista de uma história que corre o mundo

James Harrison, o australiano que ficou conhecido como O homem com o braço de ouro, possui um tipo sanguíneo raro e já salvou a vida de mais de 2 milhões de recém-nascidos, incluindo a do próprio neto. Seu plasma sanguíneo é usado na criação de uma vacina aplicada em mães para evitar que seus bebês sofram da doença de Rhesus, também conhecida como doença hemolítica ou eritroblastose fetal.

A doença causa incompatibilidade entre o feto e a mãe e acontece quando o sangue da mãe é Rh- e o do bebê Rh+. Após uma primeira gravidez nessas condições ou após ter recebido uma transfusão contendo sangue Rh+, a mãe cria anticorpos que passam a atacar o sangue do bebê.
O sangue de Harrison, no entanto, é capaz de tratar essa condição mesmo depois do nascimento da criança, prevenindo a doença. Após as primeiras doações à Cruz Vermelha australiana, descobriu-se a qualidade especial do sangue de Harrison.

Braço de ouro
Foi quando ele ganhou o apelido de O homem com o braço de ouro. "Nunca pensei em parar de doar", disse Harrison à mídia local. Em mais de uma década, ele fez 984 doações de sangue e deve chegar à de número mil ainda neste ano.
Harrison se tornou voluntário de pesquisas e testes que resultaram no desenvolvimento de uma vacina conhecida como Anti-D, que previne a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh+ em pessoas Rh-. Antes da vacina Anti-D, Rhesus era a causa de morte e de danos cerebrais de milhares de recém-nascidos na Austrália.

Aos 14 anos de idade, Harrison teve de passar por uma cirurgia no peito e precisou de quase 14 litros de sangue para sobreviver.
A experiência foi o que o levou, ao completar 18 anos de idade, a passar a doar com constância o próprio sangue. Seu sangue foi considerado tão especial que o australiano, depois de ajudar tantas pessoas, recebeu um seguro de vida no valor de um milhão de dólares australianos, o equivalente a R$ 1,8 milhão.

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