A injeção que não dói: 200 ou 300 agulhas ao invés de uma só, na manipulação de medicamentos injetáveis, é a promessa para uma injeção sem dor.
Matéria publicada em 14/05/2010, às 13:41:42

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Apesar de parecer assustador receber uma "chuva" de centenas de agulhas, a injeção não causará dor por se tratar de agulhas muito pequenas.

Cientistas japoneses estão desenvolvendo uma novidade na área médica que pode se transformar num alívio pra milhões de pessoas. Imagine só: está em fase de testes a injeção sem dor. Quem conta é o correspondente Roberto Kovalick.

Será o fim da choradeira na hora da vacina. A injeção que não dói está sendo pesquisada na Universidade Farmacêutica de Kyoto. Para quem tem medo, pode parecer assustador: Em vez de uma agulha, são usadas de 100 a 300, conforme o remédio injetado. Mas são tão pequenas que não atingem as terminações nervosas; portanto, não causam dor. Elas ficam presas a um disco, do tamanho de uma moeda.

Sem seringa
O método também não usa seringa. As micro agulhas desenvolvidas pela equipe do professor Kanji Takada tem meio milímetro de altura. A metade superior é formada pelo remédio solidificado, que fica na forma da ponta da agulha.
Quando elas são injetadas, o remédio se dissolve e penetra no organismo. Os pesquisadores garantem que a injeção pode ser aplicada em qualquer parte do corpo, que não dói. Então, vamos testar. O disco precisa ficar grudado à pele de um a três minutos, conforme o remédio ou a vacina.
E a gente não sente mesmo as agulhas. A sensação é de uma lixa bem fina sobre a pele. Quando a gente tira o disco, fica apenas uma pequena marca.

Nos testes com um corante azul, a pele do voluntário ficou cheia de pontinhos. Aos poucos o corante foi se dissolvendo e, 24 horas depois, não havia mais nenhum vestígio. Segundo os pesquisadores, ainda não foram injetados medicamentos em humanos, isso começa a ser feito até o ano que vem. Mas nos testes em animais, a agulha se mostrou eficiente para injetar insulina em diabéticos e remédios para câncer de próstata e enxaqueca. 
Segundo o professor Takada, teoricamente, a agulha pode ser usada para quase todos os remédios e vacinas; com exceção daqueles que precisam ser aplicados em grande quantidade e de uma vez só. E ele diz que há outra vantagem: o disco não entra em contato com o sangue e é feito de material biodegradável. Pode ser jogado no lixo comum sem o risco de contaminar alguém com doenças como Aids.

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