O fim da longa espera: O início do fim da primeira década do terceiro milênio representa o começo da contagem regressiva para agirmos se quisermos salvar o planeta
Matéria publicada em 24/03/2010, às 09:47:33

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Todo início é prazeroso e promissor, ainda mais quando os ventos são favoráveis. Ao vencermos outra etapa do grande desafio representado pela responsabilidade de produzir as informações aguardadas todos os meses pelos leitores, apenas cumprimos com nosso dever de trabalhar com isenção, imparcialidade e muita dedicação à profissão que escolhemos para colaborar com a incessante busca por uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais humana.
E a cada etapa vencida uma outra se apresenta, maior e mais desafiadora. Em nível mundial os desafios também se sucedem, exigindo uma nova atitude do homem em sua relação com a natureza.


O início do fim da primeira década do terceiro milênio representa o começo da contagem regressiva para agirmos se quisermos salvar o planeta do caos que se aproxima com a sucessão de tragédias e catástrofes, algumas naturais, outras resultantes da ação do homem ao colocar o lucro acima de todos os demais interesses.


Se as agressões à nossa única casa não forem urgentemente contidas e substituídas pela reconstrução de tudo o que destruimos ao longo de séculos, mas, principalmente, nos últimos 50 anos com os avanços da industrialização, vergonhosa e letal será a herança que deixaremos para as novas gerações. Num momento de indecisão do homem, de falta de compromisso das grandes nações para com o meio ambiente e de ausência de uma política de educação em todos os níveis, com especial ênfase para a educação ambiental, precisamos cerrar fileiras com aqueles que realmente se preocupam com o futuro do planeta e demonstram, com ações e iniciativas concretas, ser perfeitamente possível pelo menos minimizar e controlar os efeitos da poluição, da contaminação e das agressões ao meio ambiente.

As tão esperadas e jamais assumidas posições dos países ricos em relação às medidas urgentes e inadiáveis para conter o aquecimento global não podem significar a única opção, a única esperança, a única saída.


Sem uma tomada de posição dos ricos e poderosos - que vergonhosamente continuam se omitindo num dos mais cruciais momentos da história da humanidade - certamente pouco ou quase nada poderá ser feito para impedir o avanço das catástrofes e das tragédias que aumentam em número e em intensidade. E não podemos ficar à espera deles.


Se cada um começar uma revolução interior, mudando hábitos e conceitos, buscando informações e cobrando de quem não faz a tarefa de casa, a esperança de devolver a saúde da Terra será muito maior do que a que agora depositamos em quem sequer nos quer ouvir.

Por Odilon Alves

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