A Revista Planeta Água é uma publicação da Versátil Consultoria em Comunicação Social Ltda
Matéria publicada em 03/08/2011, às 18:12:26
As famílias Pina e Jaime escreveram e continuam escrevendo o seu nome na história de Anápolis
Protagonistas da história de uma cidade modelo
Da esquerda para direita começnado pelo alto: Dagmar, Linor, Plínio Jayme, Tuta, Ítalo Naghetinni, Marília, João Modesto de Medeiros, Tulinha, Sofia, Amália, Lilica, Antônio Luiz de Pina Sobrinho(Pininha), Milton Propício de Pina, Achlies de Pina
Achiles de Pina em um dos momentos marcantes da história.
Thales dos Reis no dia da posse como vice-prefeito.
Thales dos Reis e o prefeito Raul Balduiíno na inauguração de mais uma obra.
Radialista Petrônio Cruz, prefeito Decil de Sá Abreu e Thales dos Reis.
Kátia Souza Dutra e Lineu Gonzaga Jaime: casal realizado e orgulhoso por haver constituído uma família harmônica e feliz.
Arnaldo Jayme de Pina, direto presidente da Engecom, afirma convicto: Anápolis vive excelente momento para se viver e investir.
Henrique, Carolina, Guilherme e Eduardo: a exemplo dos pais vencedores na vida e na profissão.
Ex-prefeito de Anápolis, Wolney Martins, Thales de Pina, Ana Flávia de Pina e Dona Santa.

Achilles de Pina, nascido em Pirenópolis em 11 de setembro de 1894, está entre os mais importantes e destacados  cidadãos que ilustram a história política e econômica da cidade de Anápolis e do estado de Goiás. A trajetória do grande homem público começou cedo, quando veio para Anápolis, em 1912, a convite de seu irmão mais velho, Antônio Luiz de Pina que aqui fixara residência em 1911, fundando a Rainha da Barateza, loja de armarinhos, secos e molhados que abastecia as cidades vizinhas e o norte do Estado. Em seguida, vieram outros dois irmãos, Carlos e Augusto de Pina. Juntos, aos poucos foram construindo um núcleo empresarial – “os Pinas” – de rápido e surpreendente sucesso. Achilles casou-se em 1916 com a pirenopolina Albertina Adalgisa de Sá e tiveram doze filhos.

Perfil
Difícil traçar o perfil deste homem de pouca conversa e extremamente reservado. Privilegiado com uma arguta visão para os negócios, até então incomum nos arredores, acabou adquirindo enorme fortuna, com reflexos em todo o Estado e até fora dele, chegando aos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Se fosse hoje, seria um dos empreendedores goianos economicamente mais bem sucedidos.
De estatura mediana e olhos esverdeados, falava pausadamente, com prudência, pesando cuidadosamente cada palavra, ciente do valor e da repercussão dela. Cavalheiro, generoso ao extremo, gostava de tratar indistintamente bem, quer a cúpula administrativa do Estado que o procurava como chefe de partido, o que ele realmente era, quer ao homem do povo, comum, não raras vezes atrás de auxílio financeiro. Como prestígio político e poderio econômico quase sempre andam juntos, pode-se afirmar que durante pelo menos vinte anos (principalmente entre as décadas de 1920 e 1940), Achilles de Pina reinou quase sem concorrentes em ambas as direções. Tais lembranças correm, já quase elevadas à condição de “lendas”, na memória dos contemporâneos.

Política
Na década de 1930, foi eleito deputado estadual e, quanto à liderança política, nunca vacilou nas decisões no período em que elas se dividiam entre as famílias Caiado e Crispim, ou quando PSD e UDN lançavam seus candidatos em meio a acirrada disputa. A propósito, conta-se que, restabelecidas as eleições diretas para os governos estaduais em janeiro de 1947, o Dr. Pedro Ludovico Teixeira indicou José Ludovico, pelo PSD para a disputa, e a UDN, o rioverdense Jerônimo Coimbra Bueno. Por discordar da chapa pessedista, Achilles de Pina apoia a UDN, que vence a eleição e confirma a inquestionável influência do intimorato Coronel. No mesmo patamar desta incisiva presença pública se coloca o famoso “voto de Minerva”: quando, já na década de 1930, se falava em mudança da capital do Estado, a ideia teve forte oposição por parte dos conservadores que desejavam manter Goiás Velho como sede do governo. Durante uma sessão na Assembleia Legislativa, colocando-se firmemente ao lado do Dr. Pedro Ludovico, Achilles resolveu o empate votando pelos novos tempos.

Empresas
Era líder, sim, e muito rico. Sempre pensando no futuro de Anápolis, além de ter feito surgir a empresa Força & Luz Ltda, em substituição à antiga Faria & Colemann, dando à cidade a usina de Anicuns a par da Izidoro e da Piancó, triplicando a geração de energia local, igualmente incrementa suas atividades de empresário: monta, junto com o irmão Antônio Luiz de Pina, a firma Pina & Irmãos, exportadora de café e arroz, com pretensões até internacionais. Em 1944, a empresa foi publicamente reconhecida como uma das maiores firmas de exportação do país.
Em tudo, como observa, está seu nome ligado a Anápolis e ao Estado de Goiás. E Achilles de Pina prosseguia, incansável. Juntamente com outros Diretores – Ítalo Naghettini, José Abdalla, Milton Propício de Pina – foi por ele fundada a Companhia de Fiação e Tecelagem, mais tarde Vicunha, na Vila Jaiara, uma grande organização, depois vendida a um grupo de chineses de Formosa. Continuava, além disso, suas atividades na Pina & Irmãos.

Educação
Na educação, para a qual contribuiu com altas somas e o trabalho incansável, tornou um dos esteios da cidade. Basta lembrar que a chegada, aqui, das Freiras Salesianas, em 31 de maio de 1937, deveu-se ao esforço conjunto de Achilles de Pina e de Graciano Antônio da Silva, que intermediou as conversações. Enfim, um cidadão de elevada biografia, para além de quaisquer facções ou divergências partidárias.

O adeus
Em uma funesta manhã de domingo, a 20 de outubro de 1968, ecoou a notícia: “Morreu Achilles de Pina!”, vítima de um infarto. Era o adeus do Coronel Achilles de Pina – o capitão da indústria e o coronel da política. Se, conforme todos disseram, Anápolis nunca mais foi a mesma, a história da cidade deve a este inesquecível político e empresário muitas das portas que lhe foram promissoramente abertas.
Sentindo-se velho e com a saúde abalada, Achilles de Pina começou a diminuir o ritmo de trabalho. Pelas velhas salas do casarão colonial passavam muitos políticos ilustres de Goiás: Antônio Ramos Caiado, Brasil Ramos Caiado, Pedro Ludovico Teixeira, Mauro Borges Teixeira, General Xavier Curado e a sua filha Cecília (para pernoite), Jerônimo Coimbra Bueno e a esposa Dona Ambrosina – compadres de Achilles e Dona Albertina, Otávio Lage entre outros. Também figuras importantes de outros estados: Juscelino Kubtschek de Oliveira, quando já se comentava sobre a Novacap, Adhemar de Barros e senhora, Dona Leonor. Não tenho pretensões e nem estilos literários. São apenas recordações, manifestações de amor filial e retalhos que formam estas memórias esparsas de Achilles de Pina... Na época de sua morte, estava sendo assistido pelos médicos Dr. José Elias Isaac e Dr. Domingos Vigiano, na sua casa, onde faleceu, pois, não quis hospitalizar-se dizendo: “Tenho sete enfermeiras, as minhas sete filhas...” Como viveu, morreu: calmo, controlado, elegante. Tenho enorme orgulho de ser sua filha.
Marília de Pina Naghtinni


                                                         O delegado da ordem e da paz
Aos onze de janeiro de 1921 nascia, em Santa Cruz de Goiás,  Thales dos Reis, filho de José Severiano dos Reis e Adelaide Melo Reis e que mais tarde viria a ser um dos mais destacados homens públicos que Anápolis já teve. Casado com Amália de Pina Reis, filha do então Coronel Achilles de Pina que era pai de sete filhas, sendo Thales o único genro vivo, teve sete filhos, cinco mulheres e dois homens, todos vivos, além de sete netos.

A trajetória
Sua trajetória de vida e dedicação à causa pública começou aos 19 anos, quando transferiu residência para a capital carioca, onde ingressou na Faculdade de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro. Em seguida, entrou para a Academia da Polícia Federal do Rio de Janeiro, como agente investigador e, mais tarde, veio para Goiás a convite do então governador, José Ludovico de Almeida para ocupar o cargo de Delegado Geral da Cidade de Anápolis, onde foi considerado pelo povo anapolino como o “maior delegado que o município já teve”.

O mito
O mito Thales dos Reis foi um grande diferencial na Segurança Pública em Anápolis e em Goiás. Delegado de Deus e, muitas vezes, do diabo, armado até os dentes, constituiu-se numa implacável pedra no caminho de qualquer bandido, facínora ou ladrões comuns, dosado pelo direito de cumprir o seu dever. Até hoje, continua sendo lembrado pelo gatilho da sociedade de uma cidade que já dormiu com suas janelas abertas.

Carta branca
Foi secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, numa fase das mais difíceis, quando a jogatina solapava conceitos humanos, sociais e morais, quando a pistolagem grassava ocupando insolitamente bancos dos jardins, quando a corrupção vadiava e o pano verde deleitava incautos e chegou a Adjunto Corregedor nomeado por José Ludovico de Almeida. Os que se colocassem fora da lei eram de fato punidos. O "delegado do diabo" "virava bicho" no cumprimento da lei porque tinha a cobertura do governo. A carta branca que o governador José Feliciano entregou a Thales era realmente branca.
A polícia de Thales dos Reis se orgulhava da frase: “Bandido por aqui só passa se for voando”. Centenas de desocupados foram deportados. A vadiagem tomou o rumo da fronteira. Contam que certa feita chegou a encher um ônibus mandando esvaziá-lo “longe daqui”. Não aceitava o meio termo e sua missão deveria ser cumprida.
Viveu momentos delicados ao desmantelar verdadeiras fortalezas para fazer cumprir a lei. Humano, austero e desafiador de quantos se colocassem contra a ordem jurídica, chegou a ser apontado como divisor de águas, mesmo sabendo-se que a polícia daquela época não contava com o aparato tecnológico disponível nos dias atuais. O delegado enfrentava os bandidos a olho nu.

Rádio Patrulha
Thales dos Reis foi o criador da Rádio Patrulha em Goiás, cujo primeiro comandante foi o coronel Fleury. Anápolis tinha apenas uma viatura; com a sua ascensão à Secretaria, enviou mais duas unidades.
Foi convidado pelo então Ministro, Alfredo Nasser, a chefiar o Serviço de Repressão ao Contrabando no Estado de Goiás, período em que foram realizadas grandes apreensões de objetos contrabandeados, à época em que Goiás começou a ser inserido como eixo Norte-Sul.
Em 1959, a convite do então governador José Feliciano, ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública, quando desvendou a “Chacina da família Matencci”, crime que abalou todo o  território nacional. Em 1962 voltou para Anápolis para chefiar a Companhia de Combate ao Tráfico de Entorpecentes. Em 1965, foi convidado pelo então prefeito de Anápolis, Dr. Raul Balduíno de Souza, para comandar o Demer - Departamento Municipal de Estrada de Rodagem e, logo em seguida, entrou na vida política sendo eleito vice-prefeito na chapa de Henrique Santillo no ano de 1969. Em 1973, chefiou novamente o Demer na gestão do então prefeito nomeado, Irapuã Costa Junior.
A partir de então, participou de todas as administrações da Prefeitura, à exceção apenas da gestão de Adhemar Santillo, ocupando os cargos de Diretor do Demer, Diretor do Hospital Municipal, Diretor da Sumop - Superintendência Municipal de Obras Públicas e Presidente da Paviana - Pavimentadora de Anápolis. Encerrou sua participação na vida pública na gestão do então prefeito Wolney Martins ocupando, uma vez mais, o cargo de Diretor do Demer.

Adeus
Thales dos Reis faleceu no dia 14 de agosto de 1996, logo após ser internado, lúcido e caminhando, no Hospital Evangélico Goiano, aos 75 anos, vítima de infarto.

Obras realizadas
Dentre inúmeras outras, Thales dos Reis, realizou as seguintes obras:
Conclusão do Centro Administrativo de Anápolis, Elevado Ayrton Senna, Conjunto Habitacional Filostro Machado, obra do governo estadual em parceria com a Semop, Av. Independência, Av. Brasil Sul e Brasil Norte com completa iluminação, Av. Fernando Costa, Av. Ana Jacinto, concluiu a Av. Jamel Cecílio, Av. Pedro Ludovico, do Parque de Exposições Agropecuárias ao Posto Presidente e, ainda, a Av. Arthur Archybald. Thales dos Reis, na administração de Eurípedes Junqueira, duplicou a Av. Presidente Kennedy onde hoje está sendo construído o primeiro viaduto urbano de Anápolis pelo consórcio Construmil/Trade Construtora, dando sequência ao legado familiar de amor à  Anápolis. Também construiu escolas, creches, centros de saúde e o Centro de Zoonozes, assim como a rodovia ANS-05, ligando os distritos de Interlândia e Souzânia e a estrada ligando a Vila Jaiara ao distrito de Souzânia, ambas com pontes de concreto.


                                                               Medicina por vocação
Outro integrante da geração contemporânea da família Pina é o competente e discreto, Dr. Lineu Jaime de Pina, filho de Tula de Pina Jaime e Plínio Abadia Jaime e neto de Achilles de Pina. Seu pai foi deputado, prefeito de Anápolis, presidente do Ipasgo e empresário do ramo de Comunicação. Seus irmãos, Leila de Pina Jaime, Mauro Leandro Gonzaga Jaime, Lúcia de Pina Jaime, já falecida e Maxlânio Gonzaga Jaime, que foi vereador, presidente da Câmara Municipal de Anápolis e suplente de senador, completam a família.

Medicina
"A vida inteira eu sempre quis ser médico, mais exatamente Pediatra. Me impressionava muito, desde a infância e a adolescência, o carinho e atenção dos médicos que me atendiam, entre eles, o Dr. Henrique Fanstone que me operou quando eu ainda era criança e o Dr. José Elias Isaac, de quem fui paciente. Eu dizia que um dia seria médico igual a eles e consegui meu objetivo com o apoio da família", revela o Dr. Lineu de Pina, formado em 1972 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Casou-se com Kátia de Souza Dutra Gonzaga Jaime com quem divide o orgulho pelos filhos Henrique Dutra Gonzaga Jaime e Eduardo Dutra Gonzaga Jaime, ambos advogados, Guilherme Dutra Gonzaga Jaime, formado em Ciência da Computação e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recentemente aprovado em concurso do Instituto Nacional de Energia Nuclear, e  Carolina Dutra Gonzaga Jaime, Biomédica.

A família
Ao falar sobre a condição de membro de uma família com tanta tradição e tantas realizações na história de Anápolis, e sobre o o presente e o futuro do município, revela: "Posso dizer com segurança que sou um daqueles membros de nossa família que nunca gostou de ser político, apesar de gostar muito de política, porém, não tenho a vocação política, ao contrário de meu irmão, Maxlânio, que já nasceu com espírito político. Vejo Anápolis com um desenvolvimento muito grande na área médica, inclusive com cirurgias cardíacas e atendimento praticamente em todas as especialidades e são raros os procedimentos médicos aqui ainda não realizados. O crescimento industrial com destaques para as indústrias farmacêutica e automobilística soma-se à excelente administração municipal e tudo isso faz de Anápolis a cidade ideal para quem deseja investir e vencer".

                                                                         Engenharia no coração
Arnaldo Jayme de Pina, filho de Antônio Luiz de Pina Sobrinho e de Iraci Jayme de Pina, e neto de Achilles de Pina, integra a geração contemporânea de uma família que tem significativo papel na construção do progresso e do desenvolvimento de Anápolis. Seu pai, Antônio Luiz de Pina Sobrinho, era comerciante e fazendeiro.
Engenheiro civil e empresário do ramo da construção civil, graduou-se em 1984 em Alfenas (MG), sonhando em retornar a Anápolis e aqui construir a vida juntamente com a família. Retornou em 1985, casado com a Drª. Cida de Pina, ortodontista que hoje atua em sua própria clínica, quando passou a atuar na construção civil em sociedade com Cláudio Cavalcanti Gianni Puglise, em 1987, fundando a Engecom que começou executando obras públicas, comerciais e industriais. Algum tempo depois, direcionaram a atuação da Engecom para o segmento de incorporações num momento em que ninguém se aventurava em construir prédios em Anápolis alegando não confiar na cidade.
Empreendimentos

Veio o primeiro lançamento, o Residencial Jerusalém com 12 pavimentos, depois  o Rio Jordão com 14 pavimentos, em seguida o Damasco com 15 e as torres Macedônia I e II com 18 pavimentos. "Fizemos também o lançamento do Bison, o prédio mais alto da cidade, com 22 pavimentos e agora estamos lançando o nosso 7º empreendimento e o 8º prédio que é o Rio Gion, também com 22 pavimentos de frente para o Parque Ambiental Ipiranga onde também localiza-se o Bison. A Engecom continua trabalhando com outras obras, em Anápolis e em Senador Canedo", diz o engenheiro.

A cidade
Anápolis vai bem, o momento é bom e existe até uma certa euforia que, em alguns poucos casos, precisa ser um pouco controlada, diz Arnaldo sobre o crescimento da cidade. "Vivemos um momento extraordinário com o prefeito Antônio Gomide, com o vice-prefeito João Gomes e toda a sua equipe, momento que era esperado há anos pelos anapolinos. Praças, parques, canteiros de obras por todos os lados, enfim, o momento é altamente positivo. Hoje, Anápolis começa a ser lembrada nas três esferas de governo e temos cacife para cobrar benefícios que há décadas aqui não chegavam. Hoje, por sua pujança nos contextos político, econômico, cultural e, até mesmo no contexto religioso, as autoridades sabem que Anápolis tem que ser lembrada e beneficiada, principalmente porque hoje fazemos a diferença em Goiás. Sinto-me honrado de ser um Jayme e de ser um Pina. É difícil falar da história de Anápolis e não lembrar de Achilles de Pina, Ronaldo Jayme de Pina, Haydèe Jayme, Carlos de Pina, Thales Reis e tantos outros. Sou filho e defensor de Anápolis. Tenho Jesus no coração e, com ele, minha esposa, meus filhos e minha família. Sou bairrista, a questão familiar  para mim é preponderante e minha família começou a construção desta cidade. Por isso, confiei e continuo confiando em Deus e acreditando em minha terra natal", finaliza Arnaldo Jayme de Pina.


                                                        Quando a política está no sangue
O empresário Thales de Pina Reis, formado em Economia, há 22 anos estabelecido na Avenida Tiradentes, centro de Anápolis (Casa do Fazendeiro) e casado com Aparecida Ramos Lino Reis, descendente de Gomes de Souza Ramos é pai de Pedro Henrique Lino de Pina Reis, Isadora Lino de Pina Reis e João Paulo Lino de Pina Reis. Filho de Thales dos Reis e Amália de Pina Reis e fala, com orgulho, do saudoso pai e do amor e do carinho que alimenta todos os dias pela mãe, hoje com 80 anos. A família migrou da fazenda, no município de Pirenópolis, para Anápolis em 1967 e os sete filhos  do casal nasceram pelas mãos do Dr. Raul Balduíno que atendia no Hospital Nossa Senhora Aparecida. O pediatra da família era o Dr. José Elias Isaac, compadre de Thales dos Reis.

Amor por Anápolis
"Trocamos a zona rural por Anápolis, ainda crianças, para estudar e quem abriu as portas para nós foi Nicolau Tahan, compadre do meu pai e dono de um lacticínio e uma fábrica de manteiga localizados no bairro Jundiaí", recorda-se Thales. Por ordem cronológica, cita nominalmente a relação de irmãos: Ana Flávia de Pina Reis, Thales de Pina Reis, Ana Paula de Pina Reis, José Severiano dos Reis, mais conhecido como Severo de Pina Reis, Ana Suzel de Pina Reis, Ana Luiza de Pina Reis e Ana Teresa de Pina Reis, todos vivos e somente Ana Suzel residindo fora de Anápolis, mais precisamente em Florianópolis.
"Nunca quis sair de Anápolis, cidade que gosto muito e que agora oferece uma qualidade de vida ainda melhor para sua população, onde os avanços nas áreas educacional, industrial, comercial, ambiental e cultural são positivos para as gerações atual e futuras. Hoje, não mais precisamos fazer compras em Goiânia porque temos tudo aqui, ou seja, não vivemos numa metrópole, mas temos uma condição de vida igual à de uma metrópole. O desenvolvimento continua acelerado, porém, o índice de criminalidade ainda não é alarmante. Por isso, é preciso que as autoridades estejam atentas para não perder de vista a garantia de uma boa qualidade de vida", avalia Thales de Pina Reis ao falar sobre o desenvolvimento da cidade.

Política

Em 2008, Thales de Pina Reis fez uma incursão política candidatando-se a vereador. "Foi a primeira vez e tomei a decisão de uma hora pra outra depois de receber um convite e ver a necessidade de novas opções de nomes para a cidade. Aceitei o convite na intenção de desenvolver um trabalho sério, centrado e sem demagogia. Oferecer algo diferente, algo que é aquilo que a gente tem no coração para oferecer para a cidade de Anápolis, foi a minha intenção. Meu pai, Thales dos Reis, meu avô Achilles de Pina, meu tio Carlinhos de Pina e meu primo, o Dr. Maxlânio Gonzaga Jaime tiveram excelentes passagens pela política e meu avô, que foi deputado estadual, contribuiu decisivamente com o crescimento de Anápolis e de Goiás".

Bom momento
Anápolis vem de uma sequência de administrações desastrosas, apesar de possuir excelentes nomes que poderiam estar na política, diz Thales revelando que também ele ficou decepcionado diante da falta de interesse e realizações das administrações passadas. "Como o desânimo era geral, particularmente senti a necessidade de atender aquele convite, mesmo com pouca experiência. Valeu a pena, aprendi muito e não me senti um derrotado, mas sim um participante consciente de que sem iniciativa, sem participação, jamais alteraremos o quadro desanimador que representa a maioria dos políticos brasileiros. Felizmente, Anápolis vive um bom momento administrativo, o prefeito Antônio Gomide é um exemplo de que existem, sim, novas alternativas ao provar capacidade administrativa mesmo tendo sido apenas legislador, tanto é assim que conseguiu nos fazer esquecer dos fracassos passados e a hora é a da participação de todos para que a auto-estima recuperada jamais seja perdida".

Futuro
Sobre eleições Thales de Pina Reis se diz preocupado e declara que somente com total transparência e honestidade é que poderia haver uma igualdade econômica na disputa eleitoral. Ao responder se ainda tem planos de disputar um mandato eletivo, foi simples e direto: "O sol nasce para todos. Trabalho, justiça e transparência são meus lemas de vida, acreditando em Deus acima de todas as coisas e, abaixo Dele, estão minha mãe, meus filhos e minha família. E é com a força e o apoio de minha família e as bênçãos de Deus, que pretendo dar continuidade aos meus projetos de vida".

Edição 88: Junho/2011

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